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Novo sistema faz com que contribuintes saibam em 24 horas se caíram na malha fina

Atualmente, a Receita Federal conta com modernos e integrados sistemas que são capazes de cruzar uma série de informações e compará-las com as que o contribuinte informou em sua declaração.

A novidade é que, em 2019, toda essa análise e cruzamento de informações é realizado rapidamente. Segundo os dados do próprio órgão do governo, todo o processo é realizado em, no máximo, 24 horas após o envio da declaração.

Dessa forma, o contribuinte tem acesso ao resultado da declaração rapidamente, sabendo se as informações procedem ou se caiu na malha fina. Assim, é possível procurar a Receita para acertar as contas e enviar novamente os seus dados para o governo.

O contribuinte que cai na malha fina, isso é, que possui alguma inconsistência fiscal em sua declaração do Imposto de Renda, deve levantar os documentos que servem para comprovar as informações transmitidas.

Caso essa comprovação não seja realizada, o contribuinte será autuado por infração à Legislação Tributária e será multado de acordo com o erro cometido.

Para a Receita Federal, não é interessante que os contribuintes caiam na malha fina e fiquem em situação irregular. Por isso, o governo permite que os cidadãos confiram a declaração do Imposto de Renda e entendam com detalhes todos os pontos que apresentam divergências.

O extrato do Imposto de Renda é uma ferramenta que permite que o contribuinte entenda as pendências e saiba o que deve ser feito para solucionar as divergências que colocam sua declaração na mira da malha fina.

Essa ferramenta está disponível no site da Receita Federal e o contribuinte que desejar entender melhor a situação da sua declaração deve criar um código de acesso utilizando o número do seu CPF.

Principais erros que levam contribuinte a cair na malha fina:

Erros de digitação de dados – apesar de parecer um erro infantil, muitos contribuintes caem na malha fina por causa de erros de digitação em campos referentes aos valores recebidos. Uma revisão bem realizada pode evitar esse erro, além disso, o contribuinte precisa ficar atento aos pontos e vírgulas que sempre podem mudar a grandeza dos valores.

Não informar um rendimento – a omissão de rendimentos é um dos casos mais graves que podem acontecer. A Receita Federal cruza dados de diversas instituições diferentes, por isso tentar esconder um rendimento é flertar de forma bem contundente com a possibilidade de divergências e problemas.

Preenchimento errado – o preenchimento errado de campos, principalmente de valores é um dos fatores que comprometem a declaração de muitas pessoas. Um bom exemplo são os contribuintes que possuem investimentos: esses investidores devem ter atenção para declarar uma aplicação corretamente, principalmente considerando que existem alternativas isentas e outras que são tributáveis.

Envio de despesas sem comprovantes oficiais – as despesas que são passíveis de dedução são responsáveis por uma boa parcela do que é descontado do tributo. Assim, a Receita Federal é bem eficiente para analisar e averiguar a veracidade dos comprovantes desses gastos enviados pelos contribuintes. Comprovantes sem identificação e com valores que divergem dos enviados por médicos e clínicas são os principais causadores de discordâncias.

Falta da informações de bens móveis e financeiros – ativos no mercado de capitais, bens móveis e outras posses devem ser informados na declaração do Imposto de Renda. Omitir esses bens ou apresentar informações erradas levam os contribuintes diretamente para a malha fina.


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