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Exposição em Paris lembra a insuperável elegância dos anos 50

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María Luisa Gaspar.

Paris, 12 jul (EFE). – A excelente elegância da alta costura francesa dos anos 50, era de ouro ainda não igualada, estará exposta no Palais Galliera até 2 de novembro na mostra “Les Années 50”, uma reunião de 120 modelos criados pelos maiores costureiros da época.

De Christian Dior a Coco Chanel, de Cristóbal Balenciaga a Jeanne Lanvin, de Jacques Fattouh a Elsa Schiaparelli, o Museu da Moda de Paris retrata a partir deste sábado a evolução da silhueta feminina naquela década.

Ou melhor, as silhuetas, pois perante a mulher começaram a se abrir infinitas possibilidades indumentárias, embora o estilista dominante do momento tenha sido, sem dúvida alguma, Dior com o célebre “new look” de cintura ajustada, costas arredondadas e saias rodadas.

Uma delas foi a linha “tonneau” (tonel), de volumes “evasé”, idealizado por Balenciaga, inventor também nos 50 da silhueta ampla “baby doll”, ambas opostas à entalhada silhueta “ampulheta” de Dior, que desde 1947 acabou com o espírito austero e militarizado do pós-guerra.

Muito diferentes do estilo Chanel, que, no começo do século tinha lançado entre outros achados o famoso “vestidinho preto” ainda muito usado hoje, em seu retorno a Paris após a Segunda Guerra Mundial, em 1954, inovou com seus trajes de jaqueta reta e estrita.

As assimetrias de Jacques Fattouh; a refinada delicadeza de Jacques Heim, introdutor do algodão na alta costura; o sentido da proporção do jovem Hubert de Givenchy; ou os fluidos plissados de Grès são alguns dos exemplos citados.

No total, cerca de 30 estilistas estão representados, dos mais conhecidos aos que caíram no esquecimento, comentou à Agência Efe o curador e diretor do museu, Olivier Saillard.

Modelo a modelo, separados segundo os períodos do dia, a mostra reflete como o cliente da alta costura tinha a sua disposição vestidos para usar pela manhã, tarde, meio da tarde, no coquetel, baile ou gala; mas também de praia, de excursão para o campo, de almoço, de jantar, de grande jantar ou de grande baile. O comum era mudar de roupa seis ou sete vezes por dia, conforme a agenda de eventos, explicou o curador.

A maioria dos mortais também não se vestia da mesma forma de dia e de noite, nem saíam à rua sem chapéu, lembrou Saillard, que colocou no interior de várias vitrines alguns exemplos de joias, acessórios e roupas íntimas de luxo.

Aquele foi um momento de grande fantasia que levava para o consumo o desejo e a exuberância, após a dura década da guerra e do pós-guerra, das restrições e do pudor, ressaltou.

Dior, que aparece em 1947 e desaparece em 1957 subitamente, aos 52 anos, está presente em toda a exposição.

“Foi um dos enormes sucessos da alta costura. Ele sozinho vendia mais da metade das exportações de moda francesa”, comentou Saillard.

Com esta exibição na bela construção de inspiração renascentista construída por Paul-René-Léon Ginain entre 1879 e 1894 para a duquesa de Galliera, Olivier Saillard quis mostrar igualmente a influência que teve aquele “último grande período de elegância”.

Depois desse período, houve outros muito modernos, decisivos, lembrou o curador, “que se desfizeram de toda essa moda que podia impressionar a mulher com a ideia de uma feminilidade exacerbada”, mas as mudanças se fundavam já em uma forma de emancipação e de libertação do corpo.


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