Saúde & Bem-estar

Mamoplastia redutora: quando o procedimento é indicado

“A idade indicada para o procedimento é a partir dos 17 anos, quando a mama já está desenvolvida por completo. Do contrário, pode ser necessário que seja feita uma segunda mamoplastia redutora quando os seios estiverem maduros. A exceção só acontece quando existe prejuízo funcional, como dor nas costas, desvio da postura ou desenvolvimento acelerado da mama, quando ela já está formada antes dos 17 anos”, explica o cirurgião plástico Fernando Bianco, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Na mamoplastia redutora é feita a retirada de tecido mamário, gorduroso e pele de uma determinada região da mama e, em seguida, o remodelamento no formato de cone, que é a forma natural da mama. A extensão e o formato da cicatriz variam de acordo com cada caso. Quanto menor a mama, menor será a cicatriz.
“As cicatrizes variam de uma discreta marca periareolar até uma maior, em formato de T invertido, que se inicia ao redor da aréola e se complementa com uma linha vertical e outra horizontal”, conta o médico.
Um sutiã cirúrgico é colocado logo após a cirurgia e só pode ser retirado apenas para o banho. O cirurgião plástico é quem determina por quanto tempo ele deve ser usado, mas o período médio costuma ser em torno de seis meses. O tempo médio de duração da cirurgia é de duas e três horas, podendo ser alterado de acordo com a complexidade de cada caso. A paciente vai para o quarto logo após o procedimento e permanece hospitalizada por um período de 24 horas.

“O retorno às atividades de trabalho e a retomada da rotina acontece, com cuidado, após uma semana da cirurgia. Exercícios extremos, principalmente com os membros superiores, devem ser evitados neste período. O retorno total às atividades físicas será feito somente um mês após a mamoplastia”, ressalta Bianco.

PRÉ-OPERATÓRIO
Toda cirurgia requer cuidados antes de acontecer. Fernando Bianco esclarece que é necessário consultar se o médico tem registro de especialista em cirurgia plástica através do site do Conselho Federal de Medicina (CFM) e, obrigatoriamente, ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pois outras instituições não avaliam a formação e experiência do profissional desta área.

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