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ACM recusa candidatura e fortalece Geddel para 2014

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Romulo Faro – Bahia 247

O prefeito ACM Neto (DEM) não deixa nem os repórteres completar seus questionamentos quando o assunto é a sucessão do governador Jaques Wagner (PT) em 2014. Às vezes bem humorado, às vezes não, mas sempre ríspido e seguro, ele interrompe e descarta a possibilidade de entrar na disputa.

A mais recente investida foi da Folha, no camarote oficial da prefeitura, ontem. “Depois de disputar quatro eleições seguidas, não vou precisar disputar a próxima”.

O prefeito teria desistido do sonho (conforme ele próprio sempre disse reiteradas vezes) de sentar na cadeira na qual tanto viu seu avô? Claro que não. Pelo contrário, o jovem democrata, de 33 anos, está pavimentando o caminho. Com lucidez até aqui.

Voltemos a 2014. Com a recusa de ACM Neto, o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, o peemedebista Geddel Vieira Lima, vai se tornando capaz de unir as oposições para enfrentar o candidato da base do governador, que também pretende chapa única, embora a dificuldade pareça grande por ora.

Há, de pronto, o compromisso do prefeito e do DEM de retribuir o apoio importante, quiçá decisivo, dos irmãos Vieira Lima (Geddel e Lúcio, deputado federal vice-líder do PMDB no Congresso) no segundo turno da disputa contra o petista Nelson Pelegrino, que saiu derrotado pela quarta vez.

O DEM teria duas cartas na manga, se fosse lançar candidato. O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, e o testado e aprovado secretário de Urbanismo e Transporte de Salvador, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia. Os dois não têm a mínima pretensão de tentar o pleito. Zé Ronaldo tentará reeleição em 2016 e Aleluia deverá tentar voltar à Câmara.

Por parte do PSDB, há nos bastidores um movimento (tímido) em torno do líder da minoria no Congresso, o deputado Antônio Imbassahy. Os tucanos, inclusive, tentam convencer ACM neto a começar a pensar na hipótese de entrar na briga de 2014. O prefeito, centrado, diz que não cometeria tal erro. Não quer antecipar o sonho.

Então, como dito acima, o ex-ministro Geddel vai ganhando força e apoios importantíssimos para a disputa contra o candidato de Wagner, que lhe derrotou no primeiro turno em 2010. Com o DEM, Geddel ganharia, por tabela, PSDB e PPS.



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