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Quinta-feira, 30 de Março de 2017 - 12h37

Por que a jornada de 8 horas de trabalho não funciona mais?

Redação Mundo Positivo

 

 

No final do século 18, em plena Revolução Industrial, as fábricas funcionavam sem parar, literalmente. Para isso, os funcionários precisavam realizar turnos de 10 até 16 horas por dia, durante toda a semana. 

 

A orígem das oito horas de trabalho veio da campanha de Robert Owen. Seu slogan era: "oito horas de trabalho, oito horas de lazer, oito horas de descanso." Não demorou muito para que a empresa Ford implementasse, de fato, as oito horas diárias e mudasse os padrões da relação entre o trabalhador e o patrão.

 

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Mas se você pensar que isso tudo aconteceu há mais de 100 anos, e que muita coisa mudou, pode até achar estranho que ainda hoje adotemos o mesmo regime laboral. Afinal, é realmente necessário trabalhar oito, nove, dez horas por dia em pleno século 21?

 

Uma reportagem da revista Forbes afirma que a jornada de trabalho de oito horas é ultrapassada e ineficiente para a rotina de trabalho nos dias de hoje. E que a produtividade não tem tante ligação assim com as horas trabalhadas. 

 

Uma pesquisa da University College London comparou a saúde dos funcionário que trabalhavam até 55 horas semanais com os que faziam 35 a 40 horas, e o observado foi surpreendente. Os autores da pesquisa chegaram a conclusão de que longas jornadas de trabalho estão ligadas à problemas associados ao estresse, sendentarismo e aumento do risco de doenças cardíacas. 

 

Para Larry Page, fundador do Google, as oito horas de trabalho por dia é uma conta totalmente ultrapassada. Em uma palestra no Brasil em 2014, Page fez uma análise mais profunda do contidiano do trabalhador de hoje. Para ele, a quantidade de trabalho não pode estar acima da quantidade de tempo disponível para o lazer, a família, amigos, para a vida. "A quantidade de recursos que nós precisamos para conseguir isso, a quantidade de trabalho que nós realmente precisamos dedicar a isso é muito pequena. Eu digo que, atualmente, é menor que 1%. Então, a ideia de que todo mundo precisa trabalhar freneticamente para atender as necessidades das pessoas simplesmente não é verdadeira", disse.

 


Um estudo do grupo Draugiem revelou que a quantidade de horas que você passa no trabalho não está relacionada com a produtividade. O que realmente importa, é a forma como cada um organiza suas tarefas. Uma boa maneira de melhorar a produção e organizar melhor o período de trabalho é tirar pequenos intervalos durante o dia.

 

Para ter um dia produtivo, que respeite a natureza humana, a primeira coisa a se fazer é focar no ritmo de cada um. O entendimento básico é que a mente humana pode se concentrar em qualquer tarefa por 90 a 120 minutos. Após isso, é necessário um intervalo de 20 a 30 minutos para nós nos renovarmos e atingirmos uma boa performance para a próxima atividade. Então, em vez de pensar "o que eu posso fazer em oito horas no dia", comece a pensar sobre o que se pode fazer em uma sessão de 90 minutos, ou seja, 1h30. Depois disso, é preciso ao menos meia hora de descanso. 

 

Mas isso é realmente necessário? Estudos dizem que se o cérebro está cansado, ele para de forma rápida. Olhar e-mails ou checar alguma rede social não é um descanso. O ideal é se desligar totalmente.

 

Para fazer com que a  jornada de oito horas possa realmente funcionar, é preciso prestar atenção no limite do corpo. Assim que você alinhar sua energia natural com esforço, as coisas começam a se desenrolar melhor. É necessário também fazer com que se corpo se mova, usar escadas ou andar pelo escritório estimula o cérebro. 

 

Novos exemplos

Em 2014, o conselho da cidade de Gotemburgo, na Suécia, aprovou uma experiência que reduziria para seis horas a jornada de trabalho diária de parte dos funcionários públicos. O teste serviria para avaliar se uma jornada de trabalho menor pode diminuir o número de faltas por problemas de saúde e até melhorar a produtividade.

 

Um ano após o teste, a jornada reduzida foi aprovada e algumas empresas começaram a adotar as seis horas diárias sem redução de salário para todos. Houve realmente a redução no nível de estresse, e o aumento da produtividade, apesar da jornada reduzida. A única exigência era que os funcionários deixassem mídias sociais, telefonemas e e-mails pessoais para o final da jornada. 

 

 


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