33°C 21°C

São Paulo, SP

25°C 18°C

Curitiba, PR

32°C 20°C

Belo Horizonte, MG

37°C 22°C

Rio de Janeiro, RJ

35°C 23°C

Porto Alegre, RS

34°C 24°C

Salvador, BA

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2019 - 17h20

Grupo de trabalho vai discutir revisão do contrato de Itaipu

Agência Brasil

O Ministério de Minas e Energia criou um grupo de trabalho (GT) para coordenar os estudos do processo de revisão do tratado da Hidrelétrica Binacional Itaipu, localizada no Rio Paraná, na fronteira entre o Brasil e Paraguai. De acordo com portaria publicada na quarta-feira (13) no Diário Oficial da União, o grupo será  formado por membros da pasta de Minas e Energia. O GT terá prazo de 60 dias para apresentar um plano de trabalho com as etapas necessárias para conclusão dos estudos.

 

Usina de Itaipu Binacional
 
Tanto o Brasil quanto o Paraguai têm direito a 50% da energia produzida por Itaipu - Caio Coronel/Divulgação Itaipu

 

O coordenador do GT poderá ainda convidar especialistas de outros órgãos e entidades, bem como representantes da sociedade civil e de associações, para participar das reuniões e dos trabalhos a serem desenvolvidos.

 

O trabalho recairá sobre o Anexo C do tratado, que trata da parte financeira do acordo. Assinado em 1973, o ele prevê que, em 2023, haverá revisão dos valores para venda da energia produzida pela usina.

 

Tanto o Brasil quanto o Paraguai têm direito a 50% da energia produzida, mas parte da eletricidade destinada ao país vizinho é vendida para o Brasil. Entre outros pontos, a discussão sobre a revisão do Anexo C vai recair sobre o custo da tarifa e a possibilidade de a energia da usina ser vendida a qualquer comprador, e não somente a Brasil e Paraguai. Depois dessa data, nova revisão só ocorrerá em 2073.

 

A energia vendida ao Brasil abastece clientes nas regiões Sul e Sudeste. Uma redução no volume ofertado ao Brasil ou o aumento no preço cobrado pela energia importada poderiam afetar a tarifa de energia elétrica no Brasil. 

 

A tarifa de Itaipu é calculada pelo custo, e um componente importante nessa conta é o pagamento da dívida (de aproximadamente US$ 27 bilhões) contraída para construção da usina. Esse financiamento, cujo pagamento equivale a cerca de dois terços da tarifa, estará totalmente amortizado em 2023. Mantidas as condições atuais, cada país terá a seu dispor US$ 1 bilhão por ano, para investimentos diretos.

 

A Usina de Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada. Atualmente, a usina responde por 17% do mercado brasileiro de eletricidade e 85% do consumo paraguaio.

 

Fonte: Agência Brasil



publicidade:

publicidade:

publicidade: