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Sábado, 11 de Agosto de 2012 - 12h00

México acaba com sonho dourado do Brasil

Brasil 247
Reuters
247 - Diante do estádio de Wembley quase lotado, as seleções olímpicas do Brasil e do México disputam a inédita, para ambas, medalha de ouro. Aos 28 segundos de jogo, o centroavante Peralta aproveitou passe errado do lateral Rafael, dado para o meio da área, roubou a bola e chutou rasteiro no canto direito da meta brasileira. Com um a zero, experiente equipe mexicana confirma fama de atrapalhar planos da equipe nacional. Neymar e seus companheiros irão conseguir descontar? Acompanhe.A defesa se mostra o ponto mais vulnerável da equipe de Mano Menezes. Passes errados proporcionam roubadas de bola pelos atacantes mexicanos, que marcam forte a saída verde-amarela. Meiocampista Oscar bem marcado. Neymar tenta jogadas bonitas, mas sem objetividade. Antes da Olimpíada, logo após a convocação da equipe, ex-goleador Romário criticou duramente o técnico Mano Menezes por ter levado o atacante Hulck em lugar de reforçar o setor defensivo com mais um jogador acima da idade mínima para as Olimpíadas, de 23 anos."Mas depois do gol, Brasil voltou a jogar bem. O time parece tranquilo, tocando a bola", disse o mesmo Romário, hoje comentarista da TV Record. Aos 13 minutos de partida, prosseguia o incômodo 1 a 0 contra o Brasil. As duas seleções jamais obtiveram a medalha de ouro. "Acho melhor voltar um dos cabeças de área (Sandro ou Rômulo) para marcar o Peralta", afirmou Romário, àquela altura do jogo preocupado com as flutuações do atacante que marcou o tentou mais rápido da história dos Jogos Olímpicos -- e justamente numa final contra o Brasil!

"Os mexicanos estão com mais posse de bola, porque o Brasil está muito espaçado dentro de campo", criticou Romário, aos 21 minutos da primeira etapa. Na tentativa de fazer dribles no meio de campo, Neymar é parado com falta mais dura. Mano, do banco, pede cartão amarelo - e fica no vazio. "Quando o Thiago Silva pega a bola, os dois cabeças de área vão para a frente, o Oscar se adianta e também o Leandro Damião. Então, ele é obrigado a fazer a bola longa", cometou o Baixinho. Em outra palavras, seleção estava dando chutões. "Do jeito que está, a gente só vai ficar jogando bola na cabeça do Damião: até agora não ganhamos nenhuma". Para o comentarista, o correto seria o recuo dos dois volantes para pegar o primeiro passe da defesa e subir ao ataque de maneira mais organizada.

Aos 29 minutos, Leandro Damião sofre carrinho por trás, em falta dura. Mano outra vez pede  cartão amarelo - e de novo não é atendido. Enquanto brasileiros jogam com toques bonitos, mexicanos põe o coração na ponta da chuteira, como diziam os velhos comentaristas.

Aos 30, Mano chama Hulck para dar instruções. Atacante deve entrar. "Volto a repetir, se os volantes não vierem buscar a bola, não vai adiantar. Hulck poderá dar mais trabalho para a defesa mexicana, mas a bola tem de chegar". Aos 31, sai Alecsandro e entra Hulck. Brasil fica, assim, com dois centroavantes. Vai dar certo?

"O Brasil encontrou no México um adversário bem diferente dos anteriores. Estamos encontrando dificuldades com a marcação deles", avaliou Romário, aos 34. "Vamos ver se o time melhora, mas tem de melhorar a determinação também", acrescentou, na mesma linha já destacada por 247: o time está jogando bonitinho, mas sem a mesma garra demonstrada pelos mexicanos.

Aos 37, a melhor chance brasileira. Oscar roubou bola na defesa mexicana, tocou para o lateral Marcelo e recebeu de volta. Entrou na área mas, em lugar de bater para o gol, tocou para o meio da área, onde não havia ninguém. Na sequência, Hulck, que acabara de entrar, bate forte de fora da área e obriga o goleiro mexicano a difícil defesa. Não deu para Leandro Damião no rebote. Aos 40, Neymar toca para Oscar, que dá a Marcelo, Leandro Damião faz o pivô dentro da área, devolve a Marcelo que... chuta forte para fora.

"Esquema bom é esquema que ganha", resumiu Romário. "Agora estamos com dois atacantes e não está nada bom". Dá para dizer que ele está errado? O certo é que acabou o primeiro tempo com 1 a 0 para os mexicanos. "É a primeira vez nesta Olimpíada que o Brasil deixa o primeiro tempo com placar inverso", observou.

Brasil finalizou dez vezes e teve mais de 60% do tempo com a posse de bola. México chutou apenas uma vez ao gol: e marcou. Segundo tempo comecará em instantes.

SEGUNDO TEMPO - Brasil parece ter entrado com mais disposição. Hulck sofre falta na lateral da área mexicana. O próprio Hulck bate direto, mas bola é rebatida pela defesa. Pelo lado direito do ataque, atacante tenta criar terror. "Na verdade, o forte dele é o lado esquerdo,  mas está tentando", observou Romário. Lembra-se que o ideal para o lado direito seria o sãopaulino Lucas, mas Mano Menezes, é claro, não escuta. De todo modo, Brasil consuma três ataques perigosos nos primeiros quatro minutos do segundo tempo. Neymar, em diagonal, chuta forta e bola passa pouco acima do travessão. Aos cinco, em tabelinha com Leandro Damião, Neymar entra na área, leva dois, mas chuta fraco. "A vontade está bem diferente daquela (pouca) que a gente viu no primeiro tempo", disse Romário. Neymar, de fato, começa a jogar o futebol que fez a sua fama, enfileirando zagueiros -- até agora, aos seis minutos do segundo tempo, 'necas de pitibiriba'.

Aos sete, Oscar rouba bola no meio campo e passa para Neymar, na esquerda, livre - estava impedido. Um minuto depois, Oscar rouba nova bola no meio, tenta Neymar, não consegue, encontra Marcela, que devolve a Oscar. Depois do cruzamento, Neymar é atingido pelo goleiro Corona ao subir de cabeça. Não foi falta. Atacante brasileiro recebe atendimento em campo. Recupera-se.

Por que Lucas não entra? Pergunta ainda não foi feita na tevê, mas já está na cabeça da torcida perto dos dez minutos do primeiro tempo. Ponce, camisa 16, um cabeça de área, entra no time mexicano, em lugar de um ponteiro esquerdo. "Ainda bem que ele fez essa substituição", diz Romário. "O México vai jogar mais atrás e nosso ataque poderá mostrar a sua força". É o que se espera.

Aos 13 minutos, depois de batalha pessoal de Hulck, bola sobra para Neymar, livre, na diagonal do gol, porém ele chuta alto, muito acima da meta. "A bola quicou antes", procurou justificar Romário.

"Eu como treinador colocaria o Lucas começando o jogo", diz Romário aos 15 minutos, respondendo ao locutor da Record. "É uma boa hora, porque o ataque está bem e ele seria um reforço".

México, apesar do ufanismo típico, joga com tranquilidade, tocando a bola. Até Neymar, em situação de ataque, foi driblado. Mas, de fato, volume de jogo do Brasil aumenta. Pressão pode resultar em gol, porque, do jeito que está, é tchau tchau medalha de ouro.

Aos 18 minutos de jogo, logo após 247 registrar que México joga bem, foi bola no travessão brasileiro. Desta vez, goleiro brasileiro Gabriel salvou gol certo, ao atrapalhar atacante mexicano que havia roubado bola do aclamado zagueiro Thiago Silva. No replay deu para vez que foi com a mão, mas, se tivesse saído o gol, valeria. Juiz não viu nada.

Aos 20 minutos, Leandro Damião é travado quase dentro da pequena área numa virada que poderia resultar em gol do Brasil. Final olímpica começa a ficar dramática. Falta para o Brasil, quase um "escanteio de manga curta". Hulck bate, mas defesa mexicana rechaça. "A defesa do México consegue rebater todas", diz locutor. Escanteio para o Brasil, com Oscar. Dois zagueiros brasileiros dentro da área. Leandro Damião vai "ao seundo andar", cabeceia, mas para fora. Torcida mexicana se anima. Equipe mexicana agride e chega ao segundo gol... mas Peralta estava impedido. Não valeu. "Ufa!". "Isso só prova que o México chega com facilidade", diz comentarista Savóia. 247 já havia alertado sobre isso. Ufanismo é pernicioso!

"O time do México é bastante consciente, o Brasil melhou, mas o México também", afirma Romário.

Mano mostra que começou a fase do "tudo ou nada". Tira volante Sandro e coloca Alexandre Pato. Cadê o Lucas?

"A gente torce para que essas substituições deem certo, mas na minha opinião poderia ter colocado o Lucas", crava o Baixinho.

Atacante mexicano Fabiano, aos 21 minutos, toca de cabeça raspando a trave brasileira. Equipe nacional, neste momento, tem três centroavantes: adeus ao "esquema", o que importa é colocar lá dentro... só que, até aqui, 25 minutos do segundo tempo, nada.
Aos 29 minutos, Marcelo faz falta no lado direito da área brasileiro. Gol!!!!! Peralta!!!!!
"Será que o nosso treinador mostrou para os nossos jogadores que o jogador mais perigoso deles é o Peralta? Ele cabeceou a bola sozinho".

À exceção de Romário, equipe de transmissão da Record "decobre" que México joga bem. Zagueiros Juan discute com lateral Rafael. "Que dar de letra, tem de tomar-lhe um esporro mesmo", confirma Romário, a respeito do lateral que entrou o ouro aos 28 segundo do primeiro tempo. Mano Menezes o trocou, somente aos 39 minutos do segundo tempo, para colocar, finalmente, Lucas. O técnico espera que o atacante, em cinco minutos, ao lado da área adversária congestionada por Pato, Hulck, Damião e Neymar faça o milagre dos dois gols? Merece cair!

Aos 90 minutos

"Eu espero que o Mano nunca mais vista a camisa da seleção brasileira, porque ele é fraco, é o culpado pela derrota", diz Romário. "Essa geração de jogadores é boa, não é fracassada nem derrotada, mas Mano é fraco, o ideal teria sido o Nei Franco, que foi campeão mundial sub-20, mas quiseram botar o Mano".

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