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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012 - 11h42

Gravação inédita de Martin Luther King Jr. é encontrada em porão

Brasil 247
Divulgação

Sul 21 - Foi encontrada em um porão da cidade de Chattanooga (Tennessee, EUA) uma fita contendo uma entrevista inédita, concedida por Martin Luther King Jr. a um vendedor de seguros em 1960. A fita, encontrada pelo filho do entrevistador (hoje com 80 anos e internado em uma instituição psiquiátrica), deveria servir de base para um livro sobre o racismo na cidade, mas o projeto nunca foi levado adiante. O proprietário diz que registro sonoro deve ser vendido para um colecionador.

King Jr. deu a entrevista em uma de suas passagens pela cidade do sudeste estadunidense logo após uma visita a África, tema bastante presente na conversa gravada e sobre o qual, dizem historiadores estadunidenses, há raríssimos registros da opinião do líder do Movimento pelos Direitos Civis em meio audiovisual.

Na gravação, o pacifista relata sua experiência com líderes africanos: "Eu tive a oportunidade de conversar com os maiores líderes de países independentes da África e também de líderes que caminham rumo à independência"Eu penso que todos eles concordam que nos Estados Unidos devemos resolver nossos problemas de injustiça racial caso pretendamos manter nossa liderança mundial".

Ele também prevê alguns impactos do Movimento pelos Direitos Civis quatro anos antes de que o Ato pelos Direitos Civis se tornasse lei: "Estou convencido que nos anos futuros, quando forem escritos livros de história teremos de registrar este momento como uma dos maiores épicos de nossa herança".

Na fita, Martin Luther King Jr. define ainda a não-violência e justifica sua prática: "Eu diria que" é um método que busca garantir um fim moral por vias morais", ao que agrega: "eu diria que é algo conectado a todo o conceito de amor, porque se um indivíduo é verdadeiramente não-violento, se essa pessoa tem um espírito amoroso, ela se recusa a machucar seu oponente, pois o ama".

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