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RJ: polícia investiga negligência em morte de fotógrafo

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A polícia do Rio de Janeiro investiga se houve negligência por parte do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) no atendimento ao fotógrafo Luis Claudio Marigo, 63 anos, que morreu no fim da tarde desta segunda-feira. Ele sofreu um infarto dentro de um ônibus que passava em frente ao hospital, localizado em Laranjeiras, na zona sul do Rio. O motorista do coletivo parou para pedir socorro, mas os médicos do INC, que estão em greve, não atenderam Marigo. Ao ter o atendimento negado, o motorista do coletivo chamou o Samu, que demorou cerca de 30 minutos para chegar. Em entrevista ao Bom Dia Brasil, da Rede Globo, o filho do fotógrafo, Vitor Marigo, reclamou da falta de atendimento. “Ele estava em frente a um hospital de cardiologia que é referência nacional. Deve ter centenas de cardiologistas lá dentro. Eu acho que isso tem que ser investigado, apurado melhor. Mas ao que tudo indica foi uma tremenda negligência, uma tremenda falta de respeito que pode ter custado a vida do meu pai”, afirmou. Em nota, o INC afirmou que não é credenciado para prestar atendimento de emergência e que não houve tempo de prestar socorro ao fotógrafo. “De acordo com a pessoa que o acompanhava, ele já apresentava dores fortes no peito quando o ônibus em que estavam parou em frente à unidade para pedir socorro. Técnicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que estavam transportando outro paciente para o hospital, tentaram reanimá-lo, mas ele não resistiu. O homem não pode ser retirado do ônibus, pois o movimento dificultaria a reanimação. O caso está a cargo da 10ª DP (Botafogo), que investiga se os médicos de plantão tinham condições de agir e negaram atendimento.


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