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Rodoviários desafiam a Justiça e travam o Recife

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PE247 ” Os rodoviários voltaram a parar os ônibus nas ruas do Recife após do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6), considerar a greve da categoria abusiva e determinar a volta imediata ao trabalho. A categoria não acatou a decisão da Justiça e iniciou um protesto parando os ônibus no meio de ruas e avenidas do Recife. Os trabalhadores anunciaram, ainda, que vão bloquear três grandes terminais da capital ” Joana Bezerra, Macaxeira e Barro – e que só pretendem retomar as atividades quando o Governo do Estado atender às reivindicações da classe trabalhadora. Em nota, a Oposição Rodoviária CSP/Conlutas declarou que está “organizando um pedido de CPI para abertura do livro caixa das empresas do transporte público para entregar na Assembleia Legislativa de Pernambuco”.

A principal reivindicação dos trabalhadores é o reajuste salarial de 20%, enquanto que a classe patronal ofereceu 7%. Dessa forma, o salário dos motoristas aumenta de R$ 1.500 para R$ 1.615, o dos fiscais, de R$ 970 para R$ 1.037, e o dos cobradores sobe de R$ 690 para R$ 738. Ainda por meio do comunicado, a Oposição Rodoviária afirma que o impasse já foi criado pelo governo “e, se houver retaliação das empresas e do governo, a Região Metropolitana do Recife vai ficar igual a São Paulo com o aumento da força do movimento”.

O TRT havia determinado que 50% da frota continuasse em circulação e, nos horários de pico, este percentual aumentasse para 80%. Porém, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE), a ordem do tribunal não foi cumprida. Para a categoria, a Justiça, “há anos, só vem garantindo os interesses dos empresários do transporte”. A multa por dia de paralisação, conforme determinação da Justiça, é de R$ 100 mil por dia de descumprimento

Confira na íntegra a nota emitida pela Oposição Rodoviária CSP/Conlutas:

Declaramos a toda população que não aceitamos a decisão do TRT e se estamos causando transtornos a culpa é da patronal e do governador Eduardo Campos. Não podemos continuar com péssimos salários e condições indignas de sobrevivência. Temos contas para pagar, filhos para educar e dar de comer. Somos homens e mulheres que fazem a cidade se movimentar. Não somos vândalos nem desonestos, somos trabalhadores e exigimos respeito. Ao mesmo tempo acreditamos que a população também merece respeito. É preciso que o governo garanta transporte público de qualidade, não apenas com ar condicionado ou aumento da frota, mas também com valorização dos Rodoviários: motoristas, cobradores e fiscais. Não aceitamos imposição dessa justiça que há anos só vem garantindo os interesses dos empresários do transporte. Acreditamos que há muito interesse por trás disso tudo e não é para beneficiar a população, mas sim a patronal. Temos a informação inclusive de que o desembargador Pedro Paulo da Nóbrega, vice presidente do TRT 6 região, já foi advogado da Urbana PE, sindicato patronal. Não podemos deixar isso como está. Por isso, informamos que estamos organizando um pedido de CPI para abertura do livro caixa das empresas do transporte público para entregar na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O objetivo é saber para onde vai o lucro da patronal já que até o momento vivemos nessa situação caótica, tanto nós rodoviários quanto a população em geral que depende desse serviço público. O impasse já foi criado por eles e, se houver retaliação das empresas e do governo, a Região Metropolitana do Recife vai ficar igual a São Paulo com o aumento da força do movimento. Por isso, não aceitamos demissões nem repressão policial. Já temos motoristas e cobradores presos e não aceitamos isso. Contamos com o apoio dos estudantes organizados e de vários sindicatos em todo país. A Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco já declarou apoio ao movimento paredista e o protesto agendado para hoje vai se somar à luta dos Rodoviários. Afirmamos que negociação salarial se faz entre as partes e não por imposição judicial. E a parte que representa politicamente os rodoviários é a Oposição CSP/Conlutas e não a atual direção do sindicato. Exigimos de Eduardo Campos que abra realmente uma negociação com a Oposição CSP/Conlutas. A reunião de ontem que aconteceu no TRT antes do Dissídio Coletivo foi apenas para comunicar o que ia ser levado para julgamento, desconsiderando a contraproposta da CSP/Conlutas e da maioria da categoria. Preferiram negociar com Patrício Magalhães, atual presidente do sindicato, que não representa mais os rodoviários. Ele pode até ter ainda a jurisprudência desse pleito, mas os rodoviários não aceitam mais que esse senhor, que está há mais de 30 anos na direção, fale em nosso nome.

33% de reajuste salarial Aumento do ticket para R$ 300 Recontratação do demitidos políticos Estabilidade para todos por 3 meses após a greve Plano de Saúde para todos Não desconto dos dias parados Liberdade aos presos políticos Aldo Lima ” Oposição Rodoviária CSP/Conlutas Recife, 03 de julho de 2013



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