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Anker aposta no “DNA da Amazon” para continuar crescendo no Brasil

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A Anker, fundada em 2011 e anunciada para chegar ao Brasil em agosto de 2017, ocupa atualmente o décimo lugar no ranking de marcas chinesas que atuam globalmente, disputando com nomes como Huawei, Lenovo, Alibaba, Xiaomi e outros. Desde que desembarcou no país com distribuição, garantia e funcionamento local, a companhia tem apostado forte nos seus conceitos iniciais para continuar crescendo por aqui.

O estudo, com metodologia da WPP, Google e Kantar (veja aqui), destaca, entre outros, “o dinamismo e crescimento competitivo de negócios chineses” que estão se tornando globais. Como parte desse crescimento, a Anker destaca a América Latina como um dos mercados mais importantes.

Alfonso Chen, head de vendas da América Latina da Anker. (Foto: Divulgação)

Na última semana, tivemos a oportunidade de conversar com Alfonso Chen, head de vendas para a América Latina da Anker, sobre como foi a chegada da companhia no Brasil e como ela pretende se manter firme em um mercado tão volátil quanto o nosso.

“Hoje, o Brasil é o quarto maior mercado de smartphones do mundo e isso faz com que ele seja extremamente importante para nós”, disse Chen quando perguntado como tem sido a recepção do público brasileiro nestes últimos meses. Atualmente, a Anker disponibiliza acessórios variados, como cabos de carregamento, powerbanks, fones de ouvido, caixas de som e outros.

Ranking e pesquisa completa podem ser conferidos no site da Brandz. (Imagem: Brandz/Divulgação)

Globalmente, a Anker atua em mais de 70 países e é a marca número 1 em acessórios em alguns deles, como Estados Unidos e Japão. Sobre o Brasil, Chen cita que no país “você precisa fazer as coisas de um jeito muito certo, desde lançar o seu produto oficialmente, conquistar os clientes, abrir seus canais [de comunicação]” e acredita que sua companhia esteja no rumo certo.

Tanto em outros países como no Brasil, a Anker disponibiliza produtos de boa qualidade, o que também significa que seus preços não são os mais baixos. Por outro lado, como reforçado pelo executivo, uma das principais apostas é escutar os consumidores e entregar o que pode fazer, de fato, diferença em suas vidas.

“Nós temos em mente que precisamos respeitar nossos consumidores. Escutando-os por diversos canais, já vemos que temos vários, conseguimos atendê-los da melhor maneira. Então os consumidores têm toda a liberdade de nos procurar e nós vamos ouvi-los.”

Pirataria não é fácil

Apesar da grande variedade de produtos e marcas disponíveis aqui no Brasil, nós também temos um fenômeno forte chamado informalmente de Shopping Trem/Metrô. Quem é de São Paulo, por exemplo, não se espanta ao ver, todos os dias, ofertas e combos de fones de ouvido + carregador por R$ 5 ou R$ 10.

Quando questionado sobre como oferecer produtos originais para pessoas que naturalmente compram outros produtos mais baratos, Chen diz que viajou ao redor do mundo e viu fenômenos parecidos, mas que no caso da sua empresa, a ideia é oferecer produtos de qualidade confiável para conquistar esses consumidores. Neste caso, a diferença direta que o executivo cita é a de um produto que pode durar uma semana e, do outro lado, um que possa durar anos.

Em uma busca rápida no site da Anker Brasil, pode-se encontrar fones de ouvido Bluetooth na faixa dos R$ 279 até R$ 699; já os cabos de conexão variam entre R$ 39,90 (Micro USB), R$ 79,90 (USB-C) e também R$ 119,90 (Lightning).

“No nosso caso, nós oferecemos produtos que duram muito tempo, por um preço justo. E as pessoas estão dispostas a pagar por produtos de boa qualidade.”

O executivo ainda cita como exemplo a China, “que já passou pelo estigma de comercializar produtos falsificados e, hoje em dia, as pessoas compram apenas produtos de marca, porque que são seguros e têm qualidade”. No Brasil, a companhia aposta nos seus canais de comunicação pois assim os consumidores “conseguem escolher melhor os seus produtos”.

DNA da Amazon

“A Anker começou na Amazon e temos muito deles no nosso DNA”, diz Chen. De fato, a Amazon foi essencial para alavancar o negócio da companhia de acessórios. Aqui no Brasil, o marketplace foi iniciado com vendas diretas em janeiro deste ano e a Anker enxerga isso como uma grande oportunidade de crescimento.

“Nós somos muito fortes na Amazon. Na realidade, em todos os países onde trabalhamos com a Amazon conseguimos nos tornar bem fortes”, explica o executivo. Ele concorda que, por aqui, o negócio ainda é algo muito recente, “como um bebê”, mas que tanto a Anker quanto a Amazon têm um longo caminho a percorrer.

Fonte: Canaltech


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