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Boeing completa primeiro teste de táxi aéreo autônomo

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A Boeing anunciou nesta semana ter completado com sucesso seu primeiro teste com um táxi aéreo autônomo. O protótipo usado é semelhante a um helicóptero e teria autonomia para voar por 80 quilômetros. No experimento, ele decolou e sobrevoou uma área de experimentação da empresa nos arredores da cidade de Manassas, no estado americano da Virgínia, antes de pousar novamente. Mais detalhes sobre os testes, como a duração do voo ou seu trajeto, entretanto, não foram revelados.

Apesar disso, a Boeing dá a entender que o veículo subiu em linha reta, até uma altura não especificada, e permaneceu no ar por algum tempo antes de descer. Isso se deve ao fato de a companhia ter afirmado que a próxima etapa de experimentos envolve a transição da subida para o movimento normal, para que o protótipo possa seguir em frente.

A ideia da fabricante é criar um serviço com pontos de parada específicos, levando passageiros de um local a outro de forma rápida, segura e, claro, não tripulada. A expectativa é começar a operar esse tipo de táxi aéreo nos próximos anos, com o diretor de tecnologia da companhia, Greg Hyslop, se mostrando otimista em relação aos obstáculos regulatórios. Para ele, a implementação de modelos desse tipo não deve levar décadas para acontecer.

Entretanto, se o escrutínio já é grande em relação a carros autônomos, imagine com aeronaves, que estão sujeitas a normas e agências bem mais rígidas que as autoridades de trânsito. Se hoje pequenos drones já são capazes de levar a fechamentos completos de aeroportos por diversas horas, como aconteceu recentemente em Gatwick, o segundo maior do Reino Unido, o que dizer de veículos maiores usados para o transporte de pessoas?

É um prognóstico que, entretanto, não desanimou aos players do setor. Além da Boeing, nomes como Airbus e Textron também estão trabalhando em pesquisas e desenvolvimento de veículos aéreos autônomos. Além disso, a Intel e a Uber também trabalham em projetos relacionados ou possuem parcerias nesse sentido.

Os testes com tecnologias dessa categoria encontraram um grande obstáculo depois que um veículo da Uber atropelou e matou uma mulher nos Estados Unidos em março do ano passado. O caso levou a empresa a perder licenças de testes, tendo de se submeter a novas avaliações de segurança e a um maior escrutínio das autoridades quanto aos experimentos com veículos autônomos. Para as companhias do setor, a segurança obviamente é uma questão importante, mas a confiança nos próprios sistemas parece ser maior.

Fonte: Canaltech


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