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Fortnite é processado por causa de emote de dança (sim, de novo!)

Você já deve ter lido isso antes, mas a Epic Games está sendo, mais uma vez, processada pela inclusão sem os devidos créditos de um emote de dança em seu megasucesso dos games, Fortnite. Depois de Terrance “2Milly” Ferguson, Russel “Backpack Kid” Horning e o ator Alfonso Ribeiro (o Carlton da série Um Maluco no Pedaço, protagonizada por Will Smith), foi a vez da mãe do jovem conhecido na internet apenas por “Orange Shirt Kid” (“Garoto da Camisa Laranja”, na tradução literal) levar a publisher às cortes.

Entretanto, este caso é diferente dos anteriores, já que a dança protagonizada pelo jovem foi criada especificamente como parte de um concurso para incluí-la como emote dentro de Fortnite — concurso este, capitaneado pela Epic Games. O garoto em questão não ganhou o concurso, mas caiu nas graças da internet, que conseguiu incluí-lo após uma petição com milhares de assinaturas ser veiculadas online e convencer a empresa.

Compare ambos abaixo:

(GIF: Epic Games/Fortnite)

A mãe do garoto, Rachel McCumbers, alega que o seu filho criou a dança no início de 2018, filmando a própria performance, nomeando a coreografia como “The Random” (mesmo nome do emote correspondente dentro de Fortnite) e dizendo a frase que viria a ser um bordão no concurso: “Também funciona como um ótimo exercício”. A documentação do processo diz que a dança foi criada antes e viralizou na internet a ponto de usuários do jogo pedirem que ela fosse inclusa, mas também diz que o garoto foi vítima de cyberbulling após isso e “foi forçado” a desativar suas contas no Twitter e Instagram. O processo pede por reparações financeiras, sem especificar valor.

Nas regras do concurso, a Epic Games diz expressamente que os jogadores participantes não seriam pagos pela coreografia escolhida e que se reservaria aos direitos de uso dela. Mais além, tal dança jamais foi vendida como conteúdo pago, mas sim oferecida após os jogadores cumprirem certos parâmetros dentro do título. Em outras palavras, “The Random” é um emote a ser conquistado, não comprado. Curiosamente, o processo não faz qualquer menção ao concurso (chamado pela Epic de “The Boogeydown Contest”) ou aos tuítes — agora deletados — do garoto submetendo o vídeo à empresa.

Mais além, o processo diz que jogadores que usem o emote estão referindo-se a ele como “Orange Justice” (“Justiça Laranja”) ao invés do suposto nome real “The Random”.

A firma de advocacia Pierce Bainbridge Beck Price & Hecht LLP é a executora do processo movido pela mãe do garoto. Curiosamente, essa é a mesma empresa responsável pelos três processos anteriores movidos contra a Epic, mencionados no início do texto.

Fonte: Canaltech


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