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Mesmo com “crise” no Facebook, projeto filantrópico Chan Zuckerberg segue firme

O projeto Chan Zuckerberg, criado pelo CEO e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e sua esposa, a pediatra Priscilla Chan, tem sido alvo de algumas suspeitas por parte da grande mídia americana. Em entrevista ao programa CBS This Morning, da rede de TV norte-americana CBS, Chan fez questão de deixar claro que não há envolvimento do Facebook com a iniciativa, apesar de Zuckerberg estar diretamente envolvido com os trabalhos.

Questionada se 2018 tinha sido um ano difícil, dados os escândalos que abalaram o Facebook, ela fez uma distinção entre as duas entidades. “Mark e sua equipe fizeram um ótimo trabalho no Facebook”, disse ela, “mas para a Iniciativa Chan Zuckerberg também queremos ter certeza de que estamos fazendo boas escolhas e sendo bons gestores desta oportunidade”, completou.

A grande questão fica em torno do uso deste projeto como uma espécie de cortina de fumaça para encobrir os problemas vividos pelo Facebook ou, até mesmo, como uma maneira de amenizar o desgaste sofrido por Zuckerberg. “Francamente, há maneiras muito mais fáceis de construir relações públicas do que tentar lidar com a reforma educacional ou a reforma da justiça criminal”, desconversou Chan.

O casal lançou a iniciativa no final de 2015, prometendo impulsionar o progresso na educação, ciência, justiça e serviços comunitários. A meta era audaciosa: eliminar doenças até o final do século, investindo cerca de US$ 3 bilhões apenas durante a próxima década. A iniciativa, que é uma empresa de responsabilidade limitada, em vez de uma fundação sem fins lucrativos, é financiada em conjunto pelas ações do Facebook de Zuckerberg.

Durante o ano de 2018, porém, a bilionária rede social foi assolada por tumultos, desde o episódio de privacidade da Cambridge Analytica até uma violenta exposição de dados e acordos de compartilhamento que podem ter violado um decreto de consentimento com a Federal Trade Commission. Em abril, Zuckerberg passou quase 10 horas em dois dias testemunhando perante o Congresso dos Estados Unidos, tentando explicar sobre como sua empresa lida com os dados de seus mais de 2 bilhões de usuários e se houve, de fato, interferência eleitoral na campanha de 2016, além de ter de responder a acusações de boicote às pautas conservadoras.

E 2019 não começou mais sossegado para Zuck. Na segunda-feira (19), uma comissão do Parlamento do Reino Unido divulgou um relatório que comparou o Facebook a “gângsteres digitais” que operam fora da lei.

Chan disse que nem ela nem Zuckerberg têm qualquer ambição política e que não sabem se tanto o Facebook ou a Iniciativa Chan Zuckerberg terão um impacto maior na sociedade.

Nos resta esperar.

Fonte: Canaltech


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