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YouTube decide que ataque homofóbico a jornalista não fere suas políticas

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O YouTube resolveu responder ao jornalista Carlos Maza, do site Vox. Ele acusa o youtuber Steven Crowder por conta de ataques homofóbicos e xenofóbicos em vídeos na plataforma de vídeos. Para o YouTube, contudo, o influenciador não feriu nenhuma política do site.

A histórica começou no último dia 30 de maio, quando Maza quebrou o silêncio em relação aos ataques. Em seu perfil no Twitter, ele apresentou um vídeo editado com momentos em que é atacado pelo influenciador. “Eu geralmente sou casca grossa quando se trata de assédio online, mas uma coisa tem me incomodado muito”, escreveu o jornalista sobre o problema.

No vídeo, Crowder se refere a Maza sempre de forma pejorativa usando termos como “bichinha” e “veado”, sempre ressaltando características do jornalista relacionadas ao fato de ele ser gay e latino. A postura é considerada por Maza como racista e homofóbica.

Depois de levantar essa questão no Twitter, o YouTube esperou uma semana para entregar uma resposta, também pela mesma rede social. Em uma sequência de quatro postagens, disse que avaliou o conteúdo e que os vídeos não violam as políticas do serviço.

“Nosso time dedicou os últimos dias a conduzir uma análise profunda nos vídeos reportados a nós e, mesmo que tenhamos considerado a linguagem claramente ofensiva, os vídeos postados não violam nossas políticas”, escreveu a empresa no perfil Team YouTube.

“Como uma plataforma aberta, é crucial para nós permitir que, de criadores a jornalista ou apresentadores de TV, todos expressem suas opiniões com e dentro do escopo de nossas políticas. Opiniões podem ser profundamente ofensivas, mas se elas não violam nossas políticas, serão mantidas em nosso site”, completou.

O jornalista, contudo, reclama que a plataforma não explicitou como fez a tal análise, nem mesmo apresentou qual grupo tomou essa decisão.

“Para ser o mais claro possível, o YouTube decidiu que racismo e homofobia direcionados em sua plataforma não violam as políticas de assédio e discurso de ódio. Isso é uma porcaria de política que dá carta branca a lunáticos”, rebateu.

Ele ainda criticou a postura do YouTube em participar das comemorações do orgulho LGBT, quando a empresa trocou o avatar do Twitter por um logo que remete à bandeira de arco-íris.

A postura da rede social é bastante polêmica, uma vez que suas políticas são claras em relação ao tema. Em pelo menos três pontos, há citações diretas a isso. Na parte de discurso de ódio, a plataforma de vídeos aponta que esse tipo de conteúdo “não é permitido no YouTube. Nós removemos conteúdos que promovam a violência ou ódio contra indivíduos ou grupos baseados em alguns atributos”. Orientação sexual é um dos itens da lista.

Ainda, na região de assédio, a empresa aponta que “conteúdos ou comportamentos que signifiquem assédio, ameaça ou bully a outros não é permitido no YouTube”. Por fim, a plataforma também destaca que é “proibido usar a plataforma para humilhar outra pessoa”.

Após a decisão do YouTube, o jornalista informou que tem recebido “inúmeras mensagens” de seguidores de Crowder em seus perfis na internet, tanto no Facebook, Instagram ou Twitter.

Para o Vox Media, empresa que detém a marca Vox, o posicionamento do YouTube só reforça comportamentos de assédio, homofobia e racismo na plataforma.

Desde o comunicado desta terça-feira (4), a plataforma não se pronunciou mais sobre o assunto.

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Fonte: Canaltech


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