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YouTube não vai mais permitir que crianças iniciem transmissões ao vivo

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O YouTube não vai mais permitir que crianças iniciem transmissões ao vivo na plataforma sem a autorização e supervisão de um adulto. A novidade foi anunciada nesta segunda-feira (3) pela Google como uma medida adicional de segurança para restringir a interação entre adultos mal intencionados e crianças.

A plataforma de vídeos acrescentou que adicionou novos classificadores de inteligência artificial para “encontrar e remover” mais vídeos de crianças com transmissão ao vivo. O YouTube ressaltou que os canais que violarem a política atualizada podem perder a capacidade de transmitir ao vivo.

Em comunicado, a Google também disse que está deixando de recomendar vídeos que expõem “menores em situações de risco”. A nova política foi divulgada logo depois que o YouTube anunciou que desativaria a caixa de comentários em quase todos os vídeos com crianças.


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YouTube não vai mais permitir que crianças iniciem transmissões ao vivo sem autorização dos pais

O comunicado da Google também segue uma reportagem do New York Times desta segunda-feira (3), que diz que o sistema de recomendações do YouTube vem sugerindo vídeos de “crianças pré-adolescentes e parcialmente vestidas” para usuários que assistiram a conteúdo com temas sexuais. O YouTube respondeu dizendo que atualizou seu sistema de recomendações baseado em algoritmos, restringindo as sugestões de vídeos com menores a “dezenas de milhões de vídeos”. No entanto, a plataforma diz que continuará a recomendar muitos vídeos com crianças porque uma proibição total prejudicaria os criadores de conteúdo que dependem do mecanismo para gerar visualizações.

Faz alguns anos que o YouTube tem sido alvo de críticas por uma incapacidade de impedir a disseminação de conteúdo e comportamento inadequado na plataforma. No início deste ano, por exemplo, um escândalo envolvendo comentários sexualmente codificados deixados por pedófilos em vídeos infantis levou grandes marcas a suspenderem anúncios em vídeos.

“A responsabilidade é nossa prioridade número um, e a principal entre as nossas áreas de foco é a proteção de menores e famílias”, disse o YouTube em um post de seu blog. “Com essa atualização, poderemos identificar melhor os vídeos que podem colocar em risco os menores e aplicar nossas proteções”.

De acordo com o YouTube, a “grande maioria” de vídeos com menores de idade no serviço “não viola nossas políticas e é inocentemente postada”. Ainda assim, há um grande número de vídeos: no primeiro trimestre de 2019, o YouTube disse que removeu mais de 800 mil vídeos por violações de nossas políticas de segurança infantil – ressaltando que a maioria deles foi excluída antes de alcançar 10 visualizações.

O YouTube também observou que trabalha com agências de segurança para investigar crimes contra crianças. A plataforma disse que os relatórios enviados ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas provocaram mais de seis mil investigações nos últimos dois anos.

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Fonte: Canaltech


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