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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012 - 07h38

Copa já fez Brasil gerar mais de 300 mil empregos, diz ministro

Brasil 247
Antônio Cruz/ABr

Portal da Copa - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, participou na manhã desta quarta-feira 18 do programa "Bom Dia, Ministro". Na entrevista com âncoras de rádio de todo o País, Rebelo comentou a preparação do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 e falou sobre os investimentos do governo federal na preparação dos atletas brasileiros que participarão dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Londres 2012. Nos preparativos do país para o Mundial, Aldo respondeu a perguntas sobre implantação da tecnologia 4G, licitações de cadeiras e painéis eletrônicos no DF, chances de cidades serem Centro de Treinamento de Seleções. Falou, ainda, sobre legado, oportunidades para o país e uso de biocombustíveis. Veja abaixo a íntegra das respostas publicadas pelo Portal da Copa de 2014, do Ministério do Esporte.

Oportunidade com megaeventos esportivos

Nós temos a Copa do Mundo e as Olimpíadas não apenas como os dois maiores eventos esportivos do planeta. Aliás, mais do que dois eventos esportivos, são os dois acontecimentos mais aguardados, mais assistidos. E, além de eventos esportivos, são grandes oportunidades que se abrem para os países que acolhem esses eventos. Foi a partir das Olimpíadas que Barcelona tornou-se um destino turístico importante. Mudou o perfil da cidade, não apenas como destino turístico, mas também cultural e esportivo. A China fez da mesma forma. Londres está trabalhando com essa proposta. A Alemanha trabalhou com isso quando fez a Copa do Mundo, a África do Sul também.

O Brasil já gerou mais de 300 mil empregos por conta da Copa do Mundo. O Produto Interno Bruto, a economia sofrerá até 2019, acréscimos anuais em função do do Mundial. As Olimpíadas do Brasil já arrecadaram mais em patrocínio do que os Jogos em Londres, embora a nossa ainda vá ocorrer daqui a quatro anos. Há possibilidades na ciência, na tecnologia, no desenvolvimento da nossa engenharia da construção civil, da nossa engenharia ambiental. Somos modelo de sustentabilidade, de uso de energia alternativa, arranjos de gestão dessa energia, como é o caso do Clube Atlético Paranaense, que vai ter energia de graça e o governo ainda vai aproveitar o excedente, num grande arranjo feito entre o clube e a Copel [companhia de energia do Paraná].

Eu acho que a Copa do Mundo nos abre grandes horizontes. Cabe ao Brasil, em primeiro lugar, na minha opinião, ganhar a Copa de 2014, porque vamos jogar em casa, e fazer um evento à altura da expectativa Mundial. Nós somos o único país a participar de todos os Mundiais, o único a ganhar cinco edições, temos o maior jogador da história, o Pelé, o maior artilheiro de todas as Copas, o Ronaldo, e já fizemos uma Copa do Mundo. Quando a Europa, em crise, devastada pela guerra, não tinha meios para organizar uma Copa do Mundo, e os países sul-americanos, como a Argentina, emprestavam dinheiro para a França, o Brasil teve que fazer o Mundial aqui. Fez o Maracanã em dois anos. E fizemos uma Copa exemplar. Só não foi melhor porque, no fim, perdemos para o Uruguai.

Paralisações em licitações de cadeiras e placares no Mané Garrincha, em Brasília

Olha, isso não é um julgamento entre a virtude e o pecado. Tudo o que você faz em defesa da administração pública tem de ser reconhecido como coisa boa. O que temos de evitar é o exagero, quando você não consegue separar a defesa dos recursos públicos de uma coisa racional. Conheço não apenas o caso das cadeiras de Brasília, mas de outros. A questão é que a qualidade das cadeiras altera o preço. Se o TCU quer a cadeira mais barata, vai ter a pior cadeira possível. Se você quer uma de melhor qualidade, que dure mais, vai ter de pagar mais por essas cadeiras. Você poderia também fazer a compra das cadeiras de forma mais ampla. Tem uma empresa, por exemplo, que constrói três estádios: Brasília, Beira-Rio e Manaus. Se essa empresa fizer a aquisição de cadeiras, fiação ou equipamentos de acabamento para os três, claro que vai sair mais barato do que se fizer separado de Brasília, de Manaus e de Porto Alegre. Esse esforço tem de ser feito entre os tribunais de contas e as empresas e consórcios que constróem os estádios. O TCU acompanha para proteger o dinheiro e o interesse público, mas também precisa estar aberto para que a legislação não seja morta, que proteja na prática, que ajude a encontrar soluções de barateamento. Não posso falar do detalhe, mas o que vi na última visita ao Mané Garrincha era em torno disso. Entre a cadeira mais barata ou mais cara. A mais barata, se for de pior qualidade, pode sair mais cara porque pode acabar mais cedo. É preciso encontrar um equilíbrio.  

Possibilidade de São Luís (MA) como Centro de Treinamento de Seleções

São Luis não só merece como pode ter a capacidade de acolher, como Centro de Treinamento, uma seleção. É preciso conferir para ver se o governo do estado e a prefeitura inscreveram a cidade, credenciaram, porque era preciso prestar uma série de informações à FIFA e ao Comitê Organzizador Local. Não sei se esses procedimentos foram adotados. Aliás, eu participei, quando estudante, em 1980, dos Jogos Universitários Brasileiros em São Luís. Desde esse época que São Luís acolhe eventos esportivos nacionais e pode também acolher eventos esportivos internacionais. O governo federal tem toda a disposição de apoiar nossa bela capital com sua vocação turística e como destino de eventos esportivos.

Uso de biocombustíveis na Copa

Nós fizemos uma ampla reunião com a Associação Brasileira de Biocombustíveis. Nós queremos que o biocombustível seja o combustível oficial da Copa do Mundo, porque isso promove não apenas o meio ambiente, mas a produção do biocombustível no Brasil. Estamos fazendo esse esforço com o Ministério das Minas e Energia, com a Agência Nacional de Petróleo, porque isso tem relação com a presença do biocombustível não apenas na aviação, mas no transporte urbano das nossas metrópoles, para melhorar a qualidade de vida e do ar. É um programa criado com apoio do governo e que o governo tem a responsabilidade de ajudar a promover.

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