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Apesar de ministro, greve na Refinaria continua

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Nem mesmo a intermediação do ministro do Trabalho, Brizola Neto, e do deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira (PDT), foram suficientes para por um fim à greve dos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e da Petroquímica Suape (PQS); a paralisação teve início no último dia 31 de outubro e envolve cerca de 51 mil operários; as negociações devem continuar ao longo do dia de hoje (13)
PE247 ” Nem mesmo a intermediação do ministro do Trabalho, Brizola Neto, e do deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira (PDT), foram suficientes para por um fim à greve dos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e da Petroquímica Suape (PQS), as duas principais obras hoje em andamento no Complexo Industrial e Portuário de Suape. A paralisação teve início no último dia 31 de outubro e envolve cerca de 51 mil operários. As negociações devem continuar ao longo do dia de hoje (13).
A greve em curso atualmente é apenas mais uma de uma longa série de paralisações. A última, registrada há cerca de dois meses, resultou em quebra-quebra e prisões. O movimento atual reivindica o cumprimento do que acordo feito para por término ao movimento anterior. O principal ponto da pauta é a equiparação dos salários na mesma função em empresas diferentes. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem (Sintepav-PE), em alguns casos as distorções chegariam a 47%. Os trabalhadores também querem o abono dos dias parados.
Brizola Neto e Paulo Pereira não pouparam críticas às relações trabalhistas em Suape. Pereira foi quem mais elevou o tom. Após assistir vídeos gravados em aparelhos celulares por diversos operários onde apareceriam supostos excessos por parte da Polícia Militar de Pernambuco contra os trabalhadores, o parlamentar ameaçou levar a situação para a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ele também disse pretende convocar a Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados para investigar as ações da polícia na repressão dos movimentos da Rnest e PQS.
De acordo com o ministro, a situação em Suape “se assemelha a um barril de pólvora”. As relações entre capital e trabalho são sempre conflituosas. Há duas questões que temos que separar. Uma é a pauta de reivindicações. Outra, que acho mais grave, seriam as situações que estão ocorrendo dentro do Complexo de Suape e que não podem ser admitidas em um País que é a sexta economia do mundo”, disse Brizola Neto em entrevista ao Jornal do Commercio.
O secretário de Articulação Social e Regional do Estado, Sileno Guedes, disse que “a força policial funciona e deve funcionar para garantir a integridade do patrimônio e das pessoas, de quem está fazendo o movimento e de quem quer trabalhar”. Segundo ele, até então não haviam denúncias de abusos, mas o caso será encaminhado à Secretaria de Defesa Social para que seja apurado.
 


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