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Greve de operários em Suape perde força

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A greve dos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e da Petroquímica Suape (PQS) perdeu força; mais da metade dos 55 mil operários dessas duas obras se desligaram do movimento grevista; uma reunião dos trabalhadores com o ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, que deveria ter acontecido ontem, em Brasília, não ocorreu pela falta de propostas que pudessem colocar fim ao impasse
PE247 ” A greve dos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e da Petroquímica Suape (PQS) perdeu força. Mais da metade dos 55 mil operários dessas duas obras se desligaram do movimento grevista, sob a alegação de que estariam sofrendo ameaças de perder o emprego. Uma reunião dos trabalhadores com o ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, que deveria ter acontecido ontem, em Brasília, não ocorreu pela falta de propostas que pudessem colocar fim ao impasse.
A advogada do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Construção Pesada (Sinicon), Margareth Rubem, disse que 70% dos funcionários retomaram as atividades. No entanto, mesmo com a situação esfriando, o Batalhão de Choque está sendo acionado para evitar qualquer transtorno.
Depois de fracassada as tentativas de negociações entre as classes patronal e trabalhadora, esta representada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem de Pernambuco, (Sintepav-PE), foi realizada ontem (20) uma assembleia em Brasília. O objetivo foi resolver o impasse, porém, não há indícios de avanço nas negociações até o momento.
Assim como em agosto, desta vez foi necessário intervenção nacional para acabar com a greve, tendo à frente o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira, deputado federal por São Paulo, e o ministro do Trabalho, Brizola Neto, ambos do PDT.
Os trabalhadores reivindicam equiparação salarial para os que exercem a mesma função mesmo estando lotados em empresas diferentes. Alguns deles afirmaram que a variação dos salários chega a 47%. Não se sabe quando a greve terminará por completo, mas o fato é que o Sintepav não se mostra disposto retomar os trabalhos sem que a categoria tenha as reivindicações atendidas. O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª região (TRT-6) declarou a ilegalidade da paralisação e, agora, o rumo das mobilizações da categoria segue indefinido.


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