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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018 - 17h57

Programa levou estado do Rio ao quarto lugar em número de transplantes

Agência Brasil

 

O governador Luiz Fernando Pezão e o secretário estadual de Saúde, Sérgio Gama, participaram na quarta-feira (26) de uma homenagem aos parceiros do Programa Estadual de Transplantes (PET), na Gávea, zona sul do Rio. No evento Parceiros pela Vida foram apresentados os números de transplantes do Rio, além da entrega de medalhas às pessoas e instituições que auxiliam na captação de órgãos no Estado. O Rio já realizou quase 15 mil transplantes, desde a criação do programa, em 2010.

 

De acordo com Pezão, o Programa Estadual de Transplantes mudou a realidade do estado. “Saímos dos últimos lugares em números de transplantes no Brasil e hoje estamos em quarto. Quero agradecer o trabalho de todos os envolvidos no processo, que se esforçam tanto para salvar vidas, e agradecer, principalmente, às famílias que, em momento de dor, quando perderam um ente querido, tiveram esse gesto de nobreza de pensar no próximo”.

 

Transplante do coração

Entre os homenageados, estava policial militar Rodrigo Limeira Gregori, morto em uma tentativa de assalto, que atuava como batedor do Batalhão de Choque da PM, abrindo caminho para as ambulâncias do transporte de órgãos. Além da equipe do Corpo de Bombeiros que pilota o helicóptero do programa, representantes dos hospitais transplantadores e famílias de doadores de órgãos também participaram do evento.

 

O morador da Rocinha José Osmar foi um dos pacientes salvos pelo PET. Portador da doença de Chagas, ele precisava de um transplante de coração e viu sua vida mudar após o transplante. Hoje ele é atleta e maratonista.

 

“Se não fosse pela família que autorizou a doação de órgãos, eu não estaria aqui para contar minha história. Depois do transplante, foi como se eu tivesse voltado a viver. Serei eternamente grato à família do doador que teve uma atitude tão nobre”.

 

O coordenador do Programa Estadual de Transplantes, Gabriel Teixeira, disse que “a decisão de doar os órgãos de um parente é tomada no momento mais difícil, mas o debate nos ajuda a aumentar o número de doações. A doação de uma única pessoa pode significar até sete transplantes, mudando a vida de muita gente”, explicou.

 

Programa

Criado em 2010, o PET vem batendo todos os recordes. Só este ano, já foram realizados 1.287 transplantes, cerca de 11% a mais do que no mesmo período do ano passado. Desde a criação do programa, quase 15 mil vidas foram transformadas. Em 2017, foram 2.676 procedimentos, um aumento de 318% em relação a 2010, de acordo com o governo do Rio.



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