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Contra conteúdos nocivos, Instagram vai criar novo filtro de postagens

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O Instagram vai travar mais uma batalha contra conteúdos nocivos dentro de sua plataforma. A empresa informou que está produzindo um filtro que vai indicar que um conteúdo pode conter material considerado ofensivo.

Há tempos a empresa tem tentado conter uma onda de perfis, tags e postagens que estimulam atitudes de automutilação, suicídios e outras ações negativas como a exaltação de transtornos alimentares como bulimia e anorexia.

Por conta disso, a companhia vai criar um filtro para informar ao usuário sobre conteúdos do tipo, além de tentar direcionar a pessoa para um site em que ela pode encontrar ajuda sobre o assunto.

Esta nova ferramenta foi anunciada após um caso em que uma menina de 14 anos chamada Molly Russell se matou no início do mês, no Reino Unido. Segundo os pais da garota, no smartphone da menina havia uma série de fotos e imagens que ensinavam os métodos pelos quais realizar estas ações. Em outros casos, há relatos de pessoas que se mutilavam e contavam suas histórias pelo Instagram.

A relação entre este caso e a nova ferramenta acontece porque que o CEO do Instagram, Adam Mosseri, agendou uma reunião com o secretário de saúde do Reino Unido, Matt Hancock, nesta semana para debater sobre o problema.

Por que não eliminar?

Em entrevista para o jornal The Telegraph, Mosseri explicou como a rede social lida com este tipo de conteúdo. O algoritmo do Instagram até consegue deletar os conteúdos mais “pesados” automaticamente. Contudo, sobre outras postagens, como as que as pessoas contam suas histórias, o CEO foi aconselhado por especialistas a não apagar, já que falar sobre o assunto ajuda quem está em recuperação.

Desde 2016, a plataforma vem adicionando ferramentas para tentar coibir ações como esta. Ela oferece pop ups com endereços, telefones e outras formas de como uma pessoa pode procurar ajuda, caso faça uma busca pelo tema na rede social.

Outros casos

Além de conteúdos de automutilação, outros também nocivos são relacionados a transtornos alimentares. A empresa busca há anos coibir que hashtags e perfis que incentivam estas práticas como bulimia e anorexia, como sinônimo de saúde e beleza.

Por conta disso, em dezembro do ano passado, Mosseri informou que passaria a fechar o cerco em busca de coibir a proliferação destes conteúdos na plataforma. Atualmente, a rede não conta com mediação humana. Assim, quando uma hashtag é bloqueada, uma variação delas surge, trocando apenas uma letra ou mesmo usando palavras abreviadas.

Importante lembrar que, no Brasil, para casos em que a pessoa se sinta impelida a se mutilar, ou mesmo a cometer suicídio, é sempre possível buscar ajuda no Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo site, ou telefone 188.

Também, para os outros casos, há o Grupo de Apoio dos Distúrbios Alimentares (GATDA), o qual oferece suporte para pessoas com transtornos alimentares, como anorexia, bulimia, entre outros. O GATDA pode ser consultado pelo site oficial ou pelo telefone (11) 3865-8609.

Fonte: Canaltech


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