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Estudo descobre que sair do Facebook te deixa mais feliz

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Um estudo conjunto de pesquisadores da Universidade de Stanford e da Universidade de Nova York chegou a uma conclusão que deve acabar com as dúvidas de quem está pensando se deve ou não abandonar o Facebook: de acordo com os resultados de uma pesquisa profunda feita por eles, sair do Facebook produz um efeito positivo na saúde mental das pessoas.

O estudo está sendo considerado como o melhor até agora sobre o tema não apenas por conta da credibilidade das universidades por detrás dele, mas também pelo próprio método utilizado — que, ao invés de se basear simplesmente em questionários, utilizou a aplicação do método científico, chegando a uma conclusão que praticamente exclui qualquer possibilidade de causalidade no resultado.

Para isso, foram recrutados 2844 usuários ativos do Facebook (do tipo que utiliza a rede social todos os dias). Esses usuários tiveram então que responder a extensos questionários que perguntavam sobre sua atividade online, visões políticas, rotina diária e o quão bem se sentiam com a vida. Após a entrega dos questionários, os pesquisadores fizeram um sorteio e escolheram aleatoriamente 1422 pessoas (50% de todo o grupo), que receberam uma compensação financeira para desativar o Facebook durante quatro semanas. Durante esse período, os pesquisadores ficavam em contato direto com essas pessoas, avaliando-as em tempo real, e constantemente acessavam o Facebook para garantir que essas contas não haviam sido reativadas.

Assim, os pesquisadores chegaram à conclusão que sair do Facebook diminuía de modo geral o tempo que a pessoa passava na internet — inclusive navegando ou acessando outras redes sociais — e aumentava o tempo que se passava fazendo outras atividades offline, como assistir televisão ou se encontrar com os amigos e a família. Também foi possível observar uma queda nos níveis de polarização política e conhecimento sobre as notícias em geral, e um aumento na sensação de bem-estar com a vida. Além disso, abandonar o Facebook por um mês também ajudou a diminuir o tempo que esses usuários gastavam na plataforma depois que reativaram suas contas.

Os cientistas então concluíram o estudo indicando que ficava claro que sair do Facebook causava um aumento pequeno, mas significante, na qualidade de vida, elevando os índices de felicidade e satisfação e diminuindo os índices de depressão e ansiedade. Além disso, a pesquisa ainda desbancou a hipótese de outras anteriores, que indicavam que o Facebook podia fazer bem para os usuários que são ativos na rede social, não encontrando nenhuma relação que indicasse que pessoas que curtem e comentam nas fotos e postagens compartilhadas por seus amigos e familiares tenham uma vida mais feliz do que aqueles que simplesmente visualizam as mesmas postagens sem interagir com elas.

Os autores do estudo ainda avisam que há outros fatores que devem ser levados em conta: por exemplo, um período mais prolongado sem o Facebook pode amenizar os impactos causados nos índices de conhecimento sobre as últimas notícias, já que espera-se que a pessoa encontre outros métodos para se manter informada, e isso pode acabar impactando positiva ou negativamente a sensação de bem-estar e satisfação com a própria vida. Além disso, o mesmo experimento feito em maior escala (por exemplo, com metade da população dos Estados Unidos ao invés de quase 3.000 pessoas) pode apresentar resultados bem diferentes, devido aos efeitos em cascata que isso causaria nas comunidades, que poderiam acabar se ajustando de um jeito imprevisível.

Fonte: Canaltech


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