Comportamento Saúde & Bem-estar

Casos de DSTs na terceira idade aumentam em 8,2% em um ano

O aumento das doenças sexualmente transmissíveis entre pessoas da terceira idade preocupa médicos da Inglaterra, que atribuem o comportamento ao costume de não usar camisinha da geração responsável pelo “baby boom”. De acordo com o levantamento anual sobre o assunto feito pelo Public Health England, pessoas com mais de 65 anos tiveram 8,2% mais DSTs (clamídia, gonorreia, herpes e verrugas genitais) em 2013 do que em 2012. No total, foram registrados 1.125 casos nesta faixa etária. Os dados são do site inglês Daily Mail.

De acordo com Harry Walker, porta-voz do estudo, estes números mostram que a geração que cresceu nos anos 1960, quando os métodos contraceptivos começaram a se popularizar, não fazem uso deles, já que muitos disseram nunca terem usado camisinha. Esse comportamento foi visto por décadas e persiste até hoje, quando os idosos descobriram o prazer do sexo tardio e também têm usado ativamente sites de relacionamento e encontros casuais. “A maioria das políticas de conscientização sexual é dirigida aos jovens, então muitas pessoas mais velhas saem de longos relacionamento e não têm informação suficiente sobre sexo e DSTs”, explica.

Os casos em adultos entre 45 e 64 anos aumentaram 7% em relação ao ano anterior e foram contabilizados em 16.411 ocorrências. “Esses números são ainda mais preocupantes porque estas pessoas foram alvo das campanhas de conscientização nos anos 80, mas parecem que se esqueceram de usar camisinha”, afirma o porta-voz.

No total, 446.253 casos de DSTs foram diagnosticadas na Inglaterra em 2013. A maior parte deles, 47%, foram de clamídia. As ocorrências de gonorréia também subiram 15% em relação a 2012.

E, apesar do aumento percentual de casos entre a terceira idade, são os jovens ainda os mais recorrentes. As pessoas entre 15 e 24 anos são os responsáveis por 63% dos casos de clamídia, 54% dos de verrugas genitais, 42% de herpes genital e 56% de gonorréia.

As autoridades inglesas recomendam testes periódicos para diagnóstico de clamídia, mas apenas 15% dos homens jovens e 35% das mulheres seguiram esta regra em 2013. “A clamídia pode ter várias consequências se não for tratada adequadamente, incluindo infertiliade”, afirma.


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