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Com obras em atraso, Curitiba tem menos de um mês para mostrar que pode receber jogos

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* com informações do Portal 2014 e Portal da Copa

Curitiba tem até o dia 18 de fevereiro para mostrar que tem condições de receber jogos da Copa do Mundo. O prazo foi estipulado pelo secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, que visitou a Arena da Baixada nesta quarta-feira (21). Por conta dos atrasos na reforma do estádio, que é de propriedade do Atlético-PR, o representante da Fifa sentenciou: “Daqui até o dia 18 de fevereiro, eles terão de decidir. A partir de hoje até essa data é necessário que sejam feitas as obras que nos permitam confiar que é possível realizar a Copa do Mundo aqui. Como está hoje, é um perigo”.

Em seu perfil no Twitter, Valcke cobra Curitiba e os governos federal, estadual e municipal:

De acordo com Valcke, a situação das obras da Arena é “delicada”: “O que eu posso dizer? A questão é delicada. Sejamos francos e diretos. Como devem saber, a situação atual do estádio não é realmente do nosso agrado. O estádio não está apenas muito atrasado, foge de qualquer cronograma de entrega”, criticou.

A Arena da Baixada será palco de quatro jogos da primeira fase da Copa do Mundo: Irã x Nigéria, Honduras x Equador, Espanha x Austrália e Argélia x Rússia. A última atualização sobre o andamento das obras da Arena da Baixada é de novembro, que informa que o estádio estava 88% pronto.

O representante da Fifa disse que ainda não está definido se Curitiba deixará de ser cidade-sede se não atender às recomendações dentro do prazo. “Tirar uma cidade da lista de cidades-sede não é tão fácil assim. Os ingressos já estão vendidos, há pessoas que estão planejando ver os jogos aqui. Não digo que os outros jogos não sejam importantes, mas o que nós estamos esperando é que as decisões tomadas hoje, com apoio pleno do governo federal, do governo do estado, da prefeitura e do clube, permitirão manter Curitiba como cidade-sede tal como foi decidido anteriormente”, disse Valcke.

Dentre as medidas emergenciais tomadas estão a criação de um comitê gestor da obra, com representantes do governo do estado, do município e do clube proprietário. O número de trabalhadores na obra deve ser aumentado de 50% a 70%, com a possibilidade de um terceiro turno de trabalho ser implantado. Por fim, uma auditoria vai apontar quanto será necessário investir para acelerar o andamento da obra, embora o governo estadual garanta que os recursos extras não serão públicos.


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