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Uruguai busca alternativas para ausência de Suárez

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Como superar a ausência de Luis Suárez no jogo que define a vida do Uruguai na Copa do Mundo, contra a Colômbia, é a pergunta que tira o sono do técnico Oscar Tabárez.

A tarefa não é fácil.

O goleador uruguaio é o principal destaque da ‘Celeste’ não só por suas qualidades técnicas, mas também pelo seu temperamento explosivo, que já o fez ser suspenso diversas vezes durante a carreira.

A pena de nove jogos em competições pelo Uruguai e quatro meses em “qualquer atividade relacionada ao futebol”, que a Fifa aplicou sobre Suárez na quinta-feira, após o atacante morder o zagueiro Giorgio Chiellini no jogo contra a Itália, deixou a equipe “manca”.

Quase tanto quanto o goleador estava três semanas antes da estreia na Copa, quando foi ser submetido a uma artroscopia no joelho esquerdo, da qual se recuperou para marcar dois gols contra a Inglaterra.

Mas, isso é passado. Tabárez e seus comandados devem pensar em alternativas para superar a Colômbia. O Uruguai não tem um jogador com características parecidas com Suárez, e o treinador analisa qual pode ser a melhor opção, levando em conta as características do rival deste sábado, às 17h (de Brasília), no Maracanã.

Uma delas é o retorno de Diego Forlán, eleito pela Fifa o melhor jogador da Copa do Mundo da África do Sul. Mas, aos 35 anos, o artilheiro não possui o mesmo vigor físico. Ele não está sendo muito utilizado por Tabárez nos últimos tempos. Com Forlán na equipe, o Uruguai ganha um bom finalizador e ótimo cobrador de faltas.

Também são opções Cristian Stuani e, em menor proporção, Abel Hernández. Mas ninguém está descartado.

Stuani, polivalente jogador do Espanyol, joga na seleção mais à direita, com funções de marcação, e mesmo assim marcou vários gols. Outra opção é a entrada de Hernández para, com sua velocidade, gerar dificuldades ao veterano Mario Yepes e seus companheiros.

Após a derrota na estreia da Copa por 3 a 1 para a Costa Rica, Tabárez realizou quatro mudanças entre os titulares, duas delas por obrigação. A equipe melhorou e venceu os jogos seguintes (2 a 1 sobre a Inglaterra e 1 a 0 sobre a Itália).

“A equipe teve sempre um atitude positiva. Nunca desistiu. Sempre buscou a vitória e a alcançou em dois dos três jogos contra grandes adversários, como ingleses e italianos. Voltamos a ser uma equipe difícil para qualquer seleção. Vamos trabalhar para seguir avançando porque, neste nível, a linha entre ganhar e perder é muito frágil”, acrescentou.

O próximo adversário é Colômbia. Com média de três gols por jogo, “Los Cafeteros” prometem dar trabalho ao gol de Muslera. “Defender não má opção. Futebol é equilíbrio”, afirmou o técnico.

Para reforçar a defesa, o Uruguai deve contar com o retorno do zagueiro e capitão Diego Lugano, que se recupera de lesão.


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