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Pintas na pele é charme ou sinal de perigo? Saiba como prevenir o câncer da pele

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Cobiçadas por uns, e odiadas por outros, as pintinhas na pele são a marca registrada de quem as carrega. A apresentadora Angélica é tão famosa quanto a sua marca de nascença na pele. É impossível imaginar a loira sem a sua pinta. Já a apresentadora Sabrina Sato ostenta um sinal em sua testa que ela não tira por nada. Mas quando é que a marquinha charmosa passa a ser um sinal de perigo?

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que 25% dos casos de câncer no Brasil sejam de pele. E em 2014, foram estimados cerca de 190 mil novos casos no país. Apesar do alto número, o índice de mortalidade é pequeno, apenas 1,6% são melanomas.

Mesmo assim, o alerta é para a agressividade de um melanoma que costa ser letal na maioria dos casos diagnosticados. É justamente para isso que os dermatologistas querem chamar a atenção: nem toda pinta é câncer, mas todo câncer de pele deve ser diagnosticado bem cedo.

O que motiva o aparecimento é a predisposição genética, e claro, ficar exposto ao sol por muito tempo. Quanto mais toma sol, maior o risco de desenvolver pintas, e um possível câncer de pele.

Com medidas simples de proteção solar e cuidados com a pele, é possível se prevenir contra esse tipo de câncer. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que as seguintes medidas de proteção sejam adotadas:

– Usar chapéus, camisetas e protetores solares.

– Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão).

– Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.

– Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.

– Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.

– Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

– Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.

E nada de achar que as peles mais morenas estão fora de perigo. Especialistas alertam que o câncer de pele, apesar de ser mais comuns em tons de pele mais claro, podem atacar quando indivíduo.

Os dermatologistas classificam os sinais com a sigla ABCDE, sendo A de assimetria (um lado difere muito do outro); B de bordas (os contornos são irregulares, há reentrâncias para dentro e para fora); C de cor (a coloração é irregular); D de diâmetro (acima de 6 milímetros, o risco de melanoma aumenta); e E de evolução (refere-se ao crescimento acelerado).

Pintas que coçam e que sangram regularmente são um sintoma perigoso e devem ser avaliadas o quanto antes. E as que crescem para os lados, principalmente, também são um problema, porque uma das características do melanoma é aumentar o diâmetro da pinta.

O Brasil é um país ensolarado, mesmo no inverno, o sol não dá trégua e é por isso que é importante se consular ao menos uma vez no ano com um dermatologista. O profissional é treinado para identificar se as suas pintas são apenas uma marca da sua personalidade ou se devem ser retiradas.


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