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Suor e tremedeira: saiba o que acontece no corpo do torcedor


A Copa do Mundo no Brasil começa nesta quinta-feira (12), com a estreia da Seleção brasileira em campo contra a Croácia. Depois de décadas rodando o mundo, o campeonato mundial chega ao País conhecido pela adoração ao futebol e promete colocar os brasileiros voltados ao esporte. O famoso bordão aguenta, coração! não foi criado à toa. A emoção durante os jogos provoca alterações nos níveis de adrenalina, cortisol e pressão arterial. É como se fosse um turbilhão no organismo, segundo especialistas entrevistados pelo Terra. A parte fisiológica se comporta como se o indivíduo estivesse em um momento de perigo e o prepara para uma batalha ou fuga, o coração dispara e existe risco de infarto, explicou o cardiologista do Hospital Bandeirantes, Hélio Castello. Saiba como o homem e a mulher de cada signo assistem aos jogos do Brasil Amendoim e cerveja: veja calorias dos petiscos para curtir os jogos Na Copa de 2006, na Alemanha, um estudo observou 2,66 mais emergências cardíacas nos dias de jogos do time do país. De acordo com Castello, esse aumento não deve ser diferente no Brasil. Tanto as boas como as emoções ruins, a alegria extrema causada por um gol, como a tristeza da derrota, afetam o coração, disse. O Cardiologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Alexandre Alessi, já teve relatos de fanáticos por futebol que morreram de infarto em uma derrota de campeonato. Segundo ele, o aumento da frequência cardíaca e pressão arterial é aceitável até certo limite, todavia uma crise hipertensiva intensa, muito além da pressão habitual suportada pelo cérebro, pode causar hemorragia intracraniana, acrescentou o neurologista Paulo Roberto Bittencourt. O risco maior de incidentes assim é para pacientes que já possuem problemas no coração. Os cardiopatas devem ficar atentos à alterações até três dias depois das grandes emoções na Copa, aconselhou Alessi. A tensão extrema mexe com todo o organismo e pode ainda provocar diarreia, aumento da frequência de idas ao banheiro para urinar, dores musculares e falta de ar, enumerou o cardiologista. Transpiração, dilatação das pupilas, pelos ouriçados e respiração acelerada também entram na lista de características do funcionamento do organismo em uma situação estressante, acrescentou Castello. As mudanças no organismo acontecem devido ao desiquilíbrio de hormônios como adrenalina e cortisol, assim como de neurotransmissores como endorfina e serotonina. No momento do jogo, de acordo com o psicólogo José Palcoski, do Hospital Nossa Senhora das Graças, o torcedor se sente parte da partida. Na vitória, o corpo libera mais serotonina e dopamina, a pessoa fica mais feliz. Na derrota, libera mais cortisol, o torcedor fica mais tenso, agressivo e irritado, detalhou Pacolski. O tremor em momentos de estresse é benéfico, afirmou o psicólogo. Segundo ele, é uma forma mecânica encontrada pelo organismo para liberar a tensão e não sobrecarregar os órgãos internos do corpo. A partir do movimento involuntário, o corpo libera o nervosismo, disse ele. O conselho médico para os fanáticos por futebol durante a Copa do Mundo é torcer de forma saudável, não exagerar nas bebidas alcoólicas e comidas gordurosas e, para quem tem problemas de coração e pressão arterial, não deixar de tomar os medicamentos usuais para o controle da doença.


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