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Segunda-feira, 02 de Junho de 2014 - 10h39

Empresa Júnior abre portas para o mercado de trabalho

Estar sempre em contato com o mercado de trabalho é um desafio que muitos jovens encontram no período em que estão na universidade. Com tanta competitividade, as chances de sucesso para quem concluiu o curso e não teve nenhuma experiência profissional tornam-se ainda mais difíceis. É preciso encontrar meios de aplicar na prática o que se aprende em sala de aula e uma boa oportunidade é participar de uma empresa júnior.

Ao contrário do que muitos pensam não se trata de um estágio efetivamente.  A empresa júnior é uma associação sem fins lucrativos mantida por alunos dos cursos de graduação de uma instituição de ensino superior. Estes elegem os diretores para representá-los nessa organização. Os diretores, que são alunos, têm a oportunidade de dirigir na prática uma organização real. Eles criam também equipes para desenvolverem os projetos da empresa. “Nesse momento, qualquer aluno pode exercer a função de liderança. Isso estimula a aprendizagem do trabalho em equipe e liderança entre os alunos. Ao invés de conseguir uma experiência profissional como estagiário numa empresa, eles têm a oportunidade de exercer cargos de liderança ainda como aluno, tomando decisões, gerenciamento pessoas e projetos, etc. Neste processo há sempre um professor responsável”, explica Claudio Carvajal, coordenador curso de Administração da Universidade Braz Cubas.

 Ele é um dos professores que estão à frente da empresa júnior da universidade, que visa o desenvolvimento humano dos alunos dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Tecnólogos na área de Gestão, por meio da implementação de projetos técnico-profissionais desenvolvidos pelos alunos, sob orientação docente, e contribuir com o desenvolvimento econômico sustentável na região em que atua.

Segundo Carvajal, a empresa júnior da Braz Cubas tem parceria com a Datacom, especializada em tecnologia.  Com isso, os alunos participam de uma competição para criação de Startups de base tecnológica, o e-commerce challenge. “É um evento baseado nas melhores práticas das escolas de negócios. Os alunos criam empresas, lojas de e-commerce e apresentam seus planos de negócios para uma banca de avaliadores externos, consultores, investidores e profissionais de mercado”, explica.

Estima-se que hoje o Brasil tenha mais de 22 mil universitários espalhados em cerca de 700 empresas juniores realizando mais de 2 mil projetos por ano, de acordo com informações no portal da Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo. São estudantes como o jovem Adinaldo Almeida Diniz, que está concluindo o oitavo semestre de Administração da Braz Cubas, que tem uma demanda intensa e constante dentro da empresa júnior da Instituição.

“É um desafio gigantesco. O aluno precisa ser pró-ativo e ter atitude porque 80% do que ele precisa pra desenvolver um trabalho vai depender da busca pessoal dele, além da intercomunicação com os demais membros da EJ (empresa júnior). Além disso, tem que ter espírito empreendedor, porque não se pode esperar as coisas acontecerem primeiro. Os recursos aparecem para depois executar as ações. O aluno precisa superar os limites e ser ele mesmo uma fonte de descoberta, soluções e desdobramentos. Posso garantir que não existe prática melhor, pois participar da EJ é como ter sua própria empresa”, finaliza.

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