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O céu (não) é o limite | O que está rolando na ciência e astronomia (09/01/2019)

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Sentiram falta desta coluna nas últimas semanas? Pois é, a gente deu uma pausa na seleção de notícias de científicas para a confecção deste resumo semanal, tudo por conta da virada do ano. Descanso feito, a coluna volta à ativa com toda a força!

Abaixo, você confere o que rolou de mais interessante no universo da ciência e da astronomia desde o primeiro dia de 2019:

New Horizons em Ultima Thule

Este é Ultima Thule, com mapenas 33km de extensão (Foto: NASA)

No primeiro dia de janeiro, a NASA anunciou que a sonda New Horizons fez um sobrevoo com sucesso pelo objeto 2014 MU69, apelidado de Ultima Thule, que fica no Cinturão de Kuiper junto a muitos outros pequenos objetos que datam dos primórdios da formação do Sistema Solar.

Os dados coletados chegarão pelos próximos 20 meses (com imagens mais nítidas e com maior resolução chegando em fevereiro), mas a agência espacial já conseguiu fazer algumas descobertas iniciais. Primeiro, seu formato: o objeto tem o formato parecido com o de um boneco de neve, sendo, na verdade, a combinação de dois corpos que se chocaram tão lentamente um contra o outro, que foi possível um “encaixe”. Sua coloração é avermelhada na superfície, e não há evidências de que o objeto tenha satélites próprios ou uma atmosfera.

Ultima Thule está localizado a 6,4 bilhões de quilômetros da Terra e, caso haja verba para tal, a sonda New Horizons pode ter sua trajetória alterada mais uma vez para estudar outros objetos na mesma região, antes de “morrer”, já que tem combustível para durar até a década de 2030.

Pluma vulcânica avistada pela Juno em Io, lua de Júpiter

Apesar da baixa resolução, dá para ver a pluma vulcânica sendo expelida no centro de Io, exatamente na linha que divide o lado recebendo luz solar e o lado onde era noite. A foto foi tirada a 300 mil km de distância (Foto: NASA)

Estudando Júpiter e suas luas desde 2016, a sonda Juno, da NASA, capturou uma imagem mostrando uma pluma vulcânica sendo expelida na lua Io. A imagem foi registrada no dia 21 de dezembro. Já era sabido que Io tem atividade vulcânica desde 1979, com essa atividade sendo estimulada pela extremamente intensa gravidade de Júpiter.

Pouso histórico no lado afastado da Lua

A agência espacial chinesa entrou para a história da exploração espacial ao pousar, pela primeira vez, uma sonda no lado afastado da Lua. A Chang’e 4 levou consigo um rover exploratório para estudar a cratera Von Kárman, criada a partir de um impacto gigantesco que aconteceu há bilhões de anos. Ali, a Chang’e 4 estudará a geologia do hemisfério lunar que nunca pode ser visto da Terra, estudando também a viabilidade de se cultivar vegetais por lá — já de olho em missões espaciais futuras.

Colisão entre a Via Láctea e a Grande Nuvem de Magalhães

Dentro de 2 bilhões de anos, a nossa galáxia deverá se colidir com a Grande Nuvem de Magalhães, galáxia-satélite da nossa. O encontro poderá “despertar” o Sagittarius A, buraco negro supermassivo que fica no centro da Via Láctea. Com isso, radiação de alta energia será liberada, e pode ser que o Sistema Solar seja “lançado” para o espaço.

Mas é pouquíssimo provável que o Sol e seus planetas sejam afetados de maneira catastrófica, então se até lá a humanidade ainda existir, o máximo que pode acontecer é que testemunhem um espetacular show de “fogos de artifício” cósmicos no céu.

Identificada a fonte da ansiedade no cérebro

Um estudo conduzido por neurocientistas da Universidade da Califórnia mostrou que a equipe identificou as “células da ansiedade” no cérebro, que ficam localizadas no hipocampo. Elas não apenas regulam o comportamento ansioso do indivíduo, como também podem ser controladas por um feixe de luz.

Experimentos em ratos de laboratório mostram que é possível, portanto, silenciar as células que acionam a ansiedade, surgindo uma luz no fim do túnel para milhões de pessoas em todo o mundo que sofrem com transtornos de ansiedade e dependem de medicamentos para controlar os sintomas. Com uma técnica chamada optogenética, a equipe conseguiu direcionar um feixe de luz sobre as células, conseguindo silenciá-las efetivamente e, assim, observando que os níveis de ansiedade dos ratos se reduziram de maneira significativa.

Fonte: Canaltech


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