O Dilema do Camisa 10: Neymar ainda merece um lugar na Copa de 2026?
Mesmo sendo consenso que Neymar Jr. foi um dos maiores talentos que o futebol mundial já viu, o craque vive hoje um momento de carreira que divide opiniões. Entre a genialidade indiscutível e as sucessivas lesões, surge a pergunta que ecoa nos debates esportivos: ele ainda tem fôlego para o próximo Mundial?
O Legado de um Gênio: Antes do Mundo Conhecer o “Menino Ney”
Antes de se tornar uma estrela global no Santos, Neymar já era um fenômeno nas categorias de base. Sua transição para o profissional em 2009 mudou o patamar do futebol brasileiro no século XXI.
Números no Santos (2009-2013):
Jogos: 225
Gols: 136
Assistências: 72
Principais Títulos: Libertadores (2011), Copa do Brasil (2010), Tricampeonato Paulista.
O Auge Individual: Em 2011, conquistou o Prêmio Puskás e terminou em 10º lugar no ranking da FIFA, um feito raro para quem não atuava na Europa.
No Topo do Mundo: As Melhores Posições
Neymar bateu na trave de ser o melhor do planeta por diversas vezes, competindo diretamente com Messi e Cristiano Ronaldo:
3º Melhor do Mundo (FIFA/Ballon d’Or): 2015 e 2017.
4º Melhor do Mundo: 2016.
Presença no Top 10: Entre 2011 e 2022, figurou constantemente entre os finalistas, sendo o principal protagonista brasileiro no exterior por mais de uma década.
A Realidade Atual: Os Números dos Últimos 3 Anos
O “fim de carreira” citado por muitos críticos é pautado pela baixa minutagem em campo. Devido a lesões complexas, o ritmo do craque mudou drasticamente nos últimos ciclos.
O desafio atual:
Nos últimos 3 anos, a carreira de Neymar foi marcada por superação. Ele enfrentou a sua pior lesão (rompimento do ligamento do joelho em 2023) e jogou poucas partidas oficiais desde então. No Al-Hilal, entrou em campo apenas 7 vezes antes de focar em seu retorno ao ritmo de jogo em 2026.
Veredito:
A técnica de Neymar é indiscutível, mas a dúvida para a Copa é física. Ele consegue aguentar a intensidade do torneio após tantos anos sofrendo com lesões?
Não há como debater com o passado, mas a pergunta abre até um debate filosófico: o que deve ser feito? Levar Neymar pela história que construiu ou barrá-lo pelo momento que vive?
Essas perguntas sempre levaram a outras perguntas, mas uma verdade precisa ser dita: hoje, as chances de títulos são baixas. Caso não alcance o sucesso, talvez fique uma pergunta desnecessária na história sobre se deveria ter levado Neymar para a Copa.

Notícia escrita por Gabriel dos Santos Neves.
