
A mãe e o irmão de Selma Almeida da Silva, uma das desaparecidas no desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, chegaram à capital paulista na tarde de terça-feira (8), vindos do interior da Bahia para reconhecimento de restos mortais encontrados nos escombros. Selma morava no local com os dois filhos gêmeos, que também são considerados desaparecidos. O prédio desabou no dia 1º deste mès, após um incêndio.
O irmão de Selma, Uilian Almeida Silva, de 31 anos, seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) durante a tarde para fazer exame de DNA, na tentativa de identificar o corpo carbonizado encontrado na manhã de hoje sob os escombros, que aparentava ser de uma criança, segundo os bombeiros.
“Vim em busca da minha irmã Selma nesse prédio que desabou. A gente veio para ver se encontra os corpos. A hora que eu cheguei e vi aquele monte de entulho ali, eu tenho para mim que ela não está mais viva”, disse Uilian. Ele contou que sua mãe está abalada e que fará o exame de DNA somente amanhã. “Fui logo direto para o IML fazer o exame. Agora falta minha mãe, que está muito abatida. Eu até poupei ela de vir aqui hoje. Ela foi para a casa da prima dela, deixei para ela vir amanhã.”
As escavações no local do desabamento foram intensificadas onde o corpo foi encontrado nesta manhã, já que existe chance de encontrar outras vítimas. Até o momento, apenas o corpo de Ricardo Pinheiro foi reconhecido. Ele estava sendo resgatado pelos bombeiros quando o prédio veio abaixo.
Os bombeiros consideram, agora, que mais seis pessoas podem estar ainda sob os escombros. Já a Defesa Civil conta como desaparecidas 72 pessoas – aquelas que ainda não se apresentaram às autoridades e constavam da lista de moradoras do edifício no último levantamento feito pela prefeitura antes do desabamentor. Isso não significa, porém, que todas estivessem no local no momento da tragédia, ressalta a Defesa Civil.
