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Tem algo errado na forma que encaramos o Networking

Por Dimitri Vieira
Escrita Criativa e Storytelling | SEO | Marketingde Conteúdo

Todos temos o desejo de conhecer e nos conectar com novas pessoas que irão nos ajudar a conquistar nossos sonhos e crescer.

Mas tem um pequeno problema: muitas vezes, fazemos isso errado.

Existem encontros e eventos com o único objetivo de proporcionar Networking para os participantes.

Cheguei a participar de alguns e é interessante que eles costumam ter dois pontos em comum:

  1. 1. Em um certo momento, acionamos o bluetooth, abrimos o LinkedIn e adicionamos todos que estão ao seu redor;
  2. 2. Antes de finalizar, nos reunimos para uma foto. Então, nos despedimos brevemente enquanto nos esforçamos para lembrar o nome dos demais participantes e cada um segue seu rumo, com alguns números a mais no LinkedIn e uma afirmação:
  3. Fiz Networking.
  4. Mas será que fizemos mesmo?
  5. Acredito que existem três grandes problemas nesse formato de Networking:
  6. 1. Foco excessivo na primeira pessoa Não falo sobre uma questão gramatical, mas de interesse. O Networking ideal se baseia numa influência mútua: quando ocorre comunicação com plena atenção de ambas as partes e, a partir dessa conversa, nasce algo — que pode ser uma nova oportunidade, uma parceria ou a construção de um relacionamento. Não é algo unilateral. Quando olhamos apenas para o que a outra pessoa pode nos oferecer, nos tornamos puramente interesseiros. Em vez de trabalharmos nossa rede de contatos, acabamos despertando desconfiança e afastando a outra pessoa. Então, evite buscar ser ajudado e pedir favores. Passe a procurar servir e ajudar outras pessoas — funciona muito melhor.
  7. 2. Ilusão com as métricas de vaidade Curtidas, visualizações e o total de conexões são números que alimentam o seu ego — não necessariamente o seu Networking. Um número grande de conexões não garante que as pessoas estejam interagindo com você, que respeitam sua marca e nem ao menos que se lembram quem é você. Além disso, Networking não é sobre quem você tem na sua lista de contatos. Como muito bem dito pelo Marc Tawil: “Networking não é sobre quem você conhece. Mas sobre quem conhece você — e te chancela. ( Marc Tawil)”.
  8. 3. Uma conexão sem ação acaba esquecida Após solicitar uma nova conexão, o Networking não está feito. Na melhor das hipóteses, esse é o ponto de partida, pois o que segue sim é a real conexão. Deve haver interação. Deve haver prestação de ajuda, sem fazê-lo esperando por algo em troca. E qual a melhor forma de se fazer isso em larga escala?
  9. O melhor Networking possível é a produção de conteúdo Com artigos ou publicações no feed, você permite que sua rede descubra as afinidades que tem com você, além de promover verdadeiros diálogos com os leitores — e entre eles. Ao começar a fazer isso com frequência, vai notar a construção de relacionamentos e amizades.
  10. Ao continuar, você acaba colaborando com a construção de uma comunidade disposta a conversar sobre os mesmos temas que você. Esse sim é um momento digno de afirmar: Fiz Networking.
  11. Claro que isso não invalida os eventos de Networking, pois são excelentes oportunidades de conhecer ou reencontrar pessoas com interesses em comum, fazer negócios e amizades.
  12. Mas, caso seu único objetivo com eles seja “fazer Networking” com base em novas conexões e tirar uma foto, economize seu dinheiro. Economize também seu bluetooth e sua bateria. Invista em conteúdo. Gostou deste texto e quer receber os próximos por email? É só se cadastrar aqui! E não precisa se preocupar, porque também odeio spam.
  13. Fonte: Linkedin

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