Comportamento

Celebração no Cais do Valongo reúne autoridades e movimentos sociais

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Feed Editoria Radioagência Nacional.

O edifício Docas André Rebouças, localizado na Pequena África, Zona Portuária do Rio de Janeiro, foi palco, nesta terça-feira (18), de uma celebração voltada ao Centro de Interpretação da Herança Africana do Cais do Valongo. O evento reuniu autoridades, movimentos sociais e instituições de preservação da memória afro-brasileira.

Presente na cerimônia, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que a iniciativa é um marco na valorização da história da população negra e no reconhecimento de uma trajetória moldada por resistência e superação.

“Há algum tempo vem sendo olhada, nessa ação de reparação, a necessidade dessa memória, de uma construção dessa magnitude. E isso, com certeza, é um ato de reparação, a partir do momento em que se traz um equipamento para o povo brasileiro, uma contribuição imensa, que é a contribuição do engenheiro André Rebouças, e o levantar dessa memória. Aqui também haverá um centro de memória e um centro de pesquisa. Afinal, mais da metade da população se identifica como negra, como afro-brasileira, e tudo isso vai só engrandecer e fortalecer essa história.”

Segundo a ministra, a criação do espaço fortalece a identidade de milhões de brasileiros que se reconhecem como negros ou afro-brasileiros. O local também vai abrigar um centro de memória e de pesquisa, ampliando o acesso ao conhecimento sobre a contribuição da população negra para a formação do país.

O encontro desta terça foi promovido pelas organizações da sociedade civil que integram o Comitê Gestor do Sítio Arqueológico Cais do Valongo.

Cais do Valongo

Redescoberto em 2011, durante as obras de revitalização da região portuária, o Cais do Valongo recebeu, em 2017, o título de Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. O reconhecimento internacional destaca a importância histórica do local, por onde passaram mais de um milhão de africanos escravizados entre os séculos XVIII e XIX.

Além do Cais do Valongo, a área conhecida como Pequena África reúne outros marcos da cultura e da resistência negra no Rio de Janeiro, como a Pedra do Sal e o Cemitério dos Pretos Novos, sítio arqueológico descoberto em 1996.

A iniciativa reforça a preservação da memória afro-brasileira e ajuda a manter viva uma parte fundamental da história do país.


Tatiana Alves – Repórter da Rádio Nacional , Feed Editoria Radioagência Nacional.

Fonte: Agencia brasil EBC..

Tue, 18 Aug 2026 17:06:00 -0300