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Rensga Hits!: Produtor de sucessos sertanejos fala de convite da Globo e namoro com Alice Wegmann

Nesta quarta-feira (3), a Globo exibirá os dois primeiros episódios de Rensga Hits!, série ambientada no universo sertanejo, para divulgar o lançamento da temporada completa, exclusiva do Globoplay. Além do elenco com atrizes como Deborah Secco e Fabiana Karla, a emissora escalou para o projeto um expert no gênero musical: Dudu Borges, produtor de sucessos como Chora, Me Liga (João Bosco & Vinícius), Amo Noite e Dia (Jorge & Mateus), Ai Se Eu Te Pego (Michel Teló), Vidro Fumê (Bruno & Marrone) e Escreve Aí (Luan Santana), todas número 1 das rádios na última década.

O convite da Globo para criar a trilha sonora de Rensga Hits! surpreendeu Dudu, já que ele se afastou da indústria sertaneja em 2018 para se dedicar ao projeto Analaga, selo multiplataforma que ocupou o topo do Spotify em 2019 com Lençol Dobrado (da dupla João Gustavo & Murilo). Durante as gravações, teve outra surpresa ao conhecer Alice Wegmann, protagonista da série. Os dois se apaixonaram e assumiram o namoro em janeiro deste ano.

Em entrevista exclusiva à coluna, Dudu Borges fala sobre o processo de criação das músicas de Rensga Hits!, incluindo Desatola Bandida, fio condutor da história, composta de Raíssa Medeiros (Alice Wegmann) e que caiu nas mãos de Gláucia Figueira (Lorena Comparato). Embora seja seu primeiro trabalho para a Globo, canções produzidas ou compostas por ele já embalaram novelas da emissora. Humilde Residência, de Michel Teló, foi tema de Muricy (Eliane Giardini) em Avenida Brasil (2012). Cê Topa, hit de Léo Régis em Rock Story (2016), é um dos sucessos de Luan Santana, que participou do último capítulo da trama das sete.

Dudu Borges ainda detalha o romance com Alice Wegmann e admite que está “apaixonadinho” pela atriz. Em seus stories, a atriz entregou que foi ela a primeira a tomar atitude e chegar no produtor. À coluna, ele confirma a iniciativa da amada e conta como foi o primeiro beijo. Hoje, entre idas dele ao Rio de Janeiro e vindas dela a São Paulo, o casal não se desgruda.

Convite da Globo

“O Globoplay marcou uma entrevista e, na verdade, vou te falar a real. Aceitei fazer a reunião mais por educação, ‘vamos lá, vamos ouvir para dizer que não atendi’. Quando vi o projeto, comecei a achar legal porque é bem difícil ver uma série, principalmente no Brasil, com tantas músicas autorais. Deram total autonomia, seria realmente um trabalho em que a gente poderia tomar conta de toda a parte de criação musical. Isso me interessou, por ser uma coisa diferente e que não tinha feito ainda, e tem tudo a ver com o que me dispus a fazer desde quando parei de trabalhar no mercado, não só sertanejo. Achei que seria importante para mim esse desafio, queria ter esse desafio, e aceitei”

Composições

“A gente tinha todo o roteiro, do começo ao fim, a história inteira, para compor, porque a história gira em torno das músicas. São cerca de dez músicas, depois fiz os karaokês e um monte de regravações. Há uma regravação linda de Tocando em Frente em que a protagonista, a Alice [Wegmann], canta. Juntamos um time de compositores e, em uma semana, criamos todas as composições da série: César Lemos [que assina músicas de Zezé Di Camargo & Luciano, Leonardo, Daniel e Fábio Jr.], Davi [da dupla Bruninho & Davi], Paula Mattos, Gabriel Agra [de 10%, de Maiara & Maraisa, e Bebi Liguei, de Marília Mendonça] e Bibi. Pedi para ela chamar as meninas de Goiânia que são muito boas, Day & Lara. Para segundas vozes, chamei a Day, a Lara, Paula Mattos e o Diego, da dupla Henrique & Diego”

 

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Desatola Bandida

“A série gira em torno de uma música que a gente compôs. Inclusive tem uma história engraçada. A música se chama Desatola Bandida. A gente tinha escrito o nome carro [Caravan], mas não podia, não deixaram. A marca não topou, não quis. No dia da gravação, eu pensei em outra coisa e falei para a Alice: ‘Pô, chama o carro de Bandida!’, e ficou um nome fortíssimo. Eles só começaram a gravar a série depois disso. É muito legal o jeito como ela fala do carro dela, a Bandida, porque é muito importante na trama. Foi uma coisa que surgiu no estúdio e ficou muito forte na série. Todo mundo achou que ficou melhor com o nome de Bandida”

Gravações em Goiânia

“Depois que a gente compôs as músicas para os personagens e as histórias, comecei a fazer os arranjos, produzir tudo, e fui até Goiânia, one foi filmada a série, para gravar os atores, que talvez foi o maior desafio. Precisava de alguém como eu lá para ter esse cuidado de gravar, e eu mesmo cuidei de toda a parte de gravação, de edição, de voz, de tudo, para realmente ficar o melhor possível. Fiquei lá durante quase dez dias. Foi bem legal e bem puxado, porque eles não estavam acostumados a cantar. Um ou dois são cantores, não de profissão, mas cantam melhor. Os outros cantam bem, mas nunca gravaram alguma música em específico. Estavam com um pouco com de medo de encarar isso, porque é outro universo, outra forma de expressar, mas eles ficaram bem mais seguros, porque sentiram que seriam capazes de fazer. Eu me surpreendi. Quando a gente tem que fazer muito milagre na edição parece forçado, e todo mundo que assistir à série vai sentir que as vozes estão bem naturais. Deu muito um pouco mais trabalho gravar, porque insisti bastante nos detalhes, mas realmente ficou o mais natural possível. Os instrumentos foram todos gravados no meu estúdio, Studio VIP, em São Paulo, e quase todas as vozes foram em Goiânia. Só a Lorena [Comparato] gravou aqui, porque não estava lá na época. Samuel de Assis é ótimo e Jeniffer Dias canta demais!”

Marília Mendonça

“A história não é sobre a Marília [Mendonça], inclusive já estava acabando de gravar quando ela morreu, infelizmente. No dia, eu estava me preparando para ir a um show do Pedro [Mariano, produzido por Dudu Borges] no teatro. É muito esquisito, até hoje não consigo ver qualquer coisa, seja uma música que é lançada seja quando aparece no Spotify, porque parece mentira. Não é possível que isso aconteceu com uma artista da qualidade que ela tinha, pelo que ela representava artisticamente, de esperança para a gente em todos os sentido. Até hoje é bem complicado lidar com isso, porque era a nossa esperança mesmo. Estava ajudando a segurar o segmento forte, sabe? A qualidade que tinha era indiscutível, é muito difícil achar pessoas assim, nascer pessoas assim, ter pessoas assim na música igual a ela. Tive o privilégio de estar perto de uma das maiores artistas que o Brasil já viu [Dudu Borges produziu Fantasma, música de Luan Santana com Marília Mendonça, e composições da cantora como Calma, gravada por Jorge & Mateus, e É com Ela que Eu Estou, último sucesso de Cristiano Araújo]”

 

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Alice Wegmann

Ela não sabia nada de mim. Só algumas coisas, porque a pessoa que cuidava dela, levando para lá e para cá no set, era meu fã infinito, e quando soube que eu iria quase chorou. Ela se assustou: ‘O que aconteceu?’. Eu não sou de ir para Goiânia nem quando gravava com os caras. Quando as pessoas por lá souberam que eu iria, ficaram comentando, e antes de eu chegar ela já reparou nessas coisas, entendeu que, pelo menos nesse universo, eu tinha uma relevância muito grande. Mas não tinha noção nenhuma do que eu tinha feito.

Cheguei muito focado, sem possibilidade nenhuma de alguma coisa acontecer, nem alimentava nada. Pensei: ‘Aqui eu não vou nem tentar nada’. Ela foi a atriz com que eu mais gravei, foram cinco dias de gravações direto, fiquei próximo. Ela é tudo de bom, incrível, muito legal, maravilhosa, sempre foi muito bonita, mas realmente não achava que iria rolar alguma coisa ou que ela estava interessada. Ela teve que falar mesmo, se não eu não ia. Depois que acabou tudo, ela disse que tinha esquecido uma pasta, algo assim. Falou: ‘Esqueci de propósito’. Aí comecei a achar estranho. ‘Vou aí amanhã, já estou com saudade de… vocês’, porque estava eu e o pessoal do estúdio. ‘Pô, vem, vai ser legal’. Em outro momento, falei: ‘É isso mesmo?’. Ela: ‘É isso mesmo!’. Tinha um Brasil inteiro no pé dela, não vou perder meu tempo, está tudo bem, tudo certo, mas já que ela se interessou, fazer o quê (risos).

Primeiro beijo foi em Goiânia, mas não foi dessa vez. Depois da primeira gravação, fomos para o Rio e já voltamos namorados. Já voltei grande. Já estava falando com ela toda hora, apaixonadinho. Está sendo inacreditável. Ela é uma pessoa maravilhosa, surreal, parece um sonho mesmo. Ela é demais! A gente se dá super bem. Parece que a gente está junto há muito tempo, e direto, porque ou ela está aqui ou eu vou para lá. Estamos bem juntos.

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Fonte: Observatório da Televisão