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Balé lunar: descubra quais são os movimentos da Lua




Balé lunar: descubra quais são os movimentos da Lua - 1

Se você adora observar a Lua no céu, já deve ter percebido que, de forma geral, nosso satélite natural mantém sempre a mesma face voltada para a Terra, e que o quanto da superfície lunar fica iluminado varia ao longo do mês. Na verdade, o deslocamento ao redor do nosso planeta é apenas um dos vários movimentos da Lua, que causam as fases lunares, os eclipses e mais.

Antes de continuar, vamos fazer um exercício mental rápido: imagine que você está viajando em uma nave espacial para longe da Terra. Se pudesse olhar através das janelas, veria nosso planeta e a Lua juntos, presos em uma grande “dança” cósmica. Com essa perspectiva única, você perceberia também a Terra e a Lua separadas por uma grande distância.

Em média, a Lua fica a 384.400 km da Terra, mas este número varia conforme ela se aproxima e se afasta do nosso planeta ao longo de sua órbita elíptica (oval). Se pudesse passar algum tempo observando, você teria uma visão bem interessante de como a Lua se movimenta.


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Quais são os movimentos da Lua?

Vamos começar com alguns dos movimentos da Lua mais familiares para nós, na Terra. Nosso satélite natural leva aproximadamente 27 dias para girar em seu próprio eixo e demora cerca de 27,3 dias para completar uma órbita ao redor da Terra. Como o tempo que a Lua leva para girar ao redor de si própria e completar uma volta ao redor da Terra são quase iguais, um mesmo lado dela fica sempre voltado para nós. Se ela levasse um tempo diferente para isso, poderíamos ver diferentes partes do nosso satélite natural ao longo do mês.

Veja este processo no vídeo abaixo:

Perceba que, embora vejamos sempre o mesmo lado da Lua, isso não significa que exista alguma parte da Lua sempre escura. Como reflete a luz solar, a Lua fica sempre com uma parte iluminada, e essa parte varia conforme ela orbita a Terra. As variações de iluminação na superfície lunar formam as fases lunares que conhecemos.

Às vezes, quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham de determinadas formas, ocorrem eclipses. Nos eclipses lunares, a sombra da Terra cobre a Lua, e nos solares, é ela que bloqueia nossa visão do Sol. Mas nosso satélite natural está se afastando da Terra a aproximadamente 3,8 cm a cada ano, e chegará um momento em que ela estará longe demais para cobrir o Sol. Pode ficar tranquilo, já que ainda faltam algumas centenas de milhões de anos até isso acontecer.

A “dança” da lua

As fases lunares talvez sejam algumas das mudanças mais perceptíveis na aparência da Lua, mas a verdade é que elas não são as únicas que ocorrem ao longo do mês: pode não parecer, mas graças à libração, nosso satélite natural tem um discreto “gingado”, que permite que observemos um pouco dos diferentes hemisférios lunares.

Confira a libração no vídeo abaixo:

Essa variação é bem pequena e o melhor jeito de observá-la é em animações, como a que você viu acima, ou em sequências de fotos da Lua. O nome está relacionado ao movimento dos pratos de uma balança: aquele com o peso irá descer, enquanto outro irá subir, em lados alternados.

Existem diferentes tipos de libração. A da latitude lunar, por exemplo, é causada principalmente pela inclinação de 5º do eixo da Lua em relação ao da Terra, e nos permite observar um pouco dos polos sul e norte do nosso satélite natural a cada vez, como se ela fizesse o momento de “sim”. Já a libração diária é causada pela rotação da Terra e “balança” a Lua do oeste para leste, como se estivesse fazendo o movimento de “não”.

Por fim, existe ainda a libração da longitude, causada pelas variações da velocidade do movimento da Lua ao longo de sua órbita ao redor da Terra. Lembra que mencionamos acima que nosso satélite natural tem órbita elíptica? Pois bem: além das variações na distância, isso significa também que ela se move mais rapidamente quando está próxima da Terra, e mais devagar quando se afasta. Devido à regularidade da rotação em seu próprio eixo, a libração de longitude tem movimento parecido com o da libração diurna.

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Fonte: Canaltech

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