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3 fragilidades do Boca Juniors para o Santos explorar nesta noite

Na noite desta quarta (13), conheceremos o segundo e último finalista da Conmebol Libertadores 2020, e ele sairá do confronto entre Santos e Boca Juniors na Vila Belmiro.

No primeiro ‘Brasil x Argentina’ da semifinal, deu Brasil na chamada ‘bacia das almas’: o Palmeiras sobreviveu à enorme pressão do River Plate no Allianz e avançou com um agregado de 3 a 2.

Hoje o Peixe tentará confirmar uma final 100% tupiniquim, algo que não acontece desde 2006. Para isso acontecer, os comandados de Cuca precisam de uma vitória simples em casa diante do gigante argentino.

A seguir, listamos três fragilidades do Boca que o Santos pode explorar nessa decisão:


1. Lentidão do miolo de zaga

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FBL-LIBERTADORES-BOCA-SANTOS | MARCELO ENDELLI/Getty Images

Lisandro López e Izquierdoz são bons zagueiros: físicos, intensos e experientes. Mas definitivamente não são velozes, e isso ficou provado quando Izquierdoz perdeu na corrida para Marinho e derrubou o atacante alvinegro em pênalti claro ignorado pela arbitragem em La Bombonera.

A agilidade que falta ao miolo de zaga xeneize sobra ao ataque santista com Marinho, Soteldo e Kaio Jorge. Explorar a lentidão da defesa rival com infiltrações, tabelas e jogadas individuais de habilidade é uma boa estratégia para o Peixe.


2. Dupla de ataque ‘apenas voluntariosa’

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Boca Juniors v Santos – Copa CONMEBOL Libertadores 2020 | Pool/Getty Images

Carlos Tévez foi um cracaço de bola em seu auge, mas hoje é um jogador que não nega estar nos anos finais de sua carreira. É bem verdade que, mesmo com a idade avançada e sem a explosão de outrora, ainda se trata de um jogador inteligente e aguerrido, mas até mesmo a imprensa argentina trata o comando do ataque como o ponto mais fraco deste elenco.

A grande força ofensiva do Boca não mora em Tévez/Soldano, mas sim na dupla de meias ofensivos, Salvio e Villa. Isso ‘facilita’ um pouco a vida do sistema defensivo alvinegro, que não tem tantos ‘alvos de preocupação’ para ter que neutralizar na Vila.


3. Volantes: incógnitas na parte física

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FBL-LIBERTADORES-BOCA-SANTOS | MARCELO ENDELLI/Getty Images

A dupla de volantes do Boca consiste em uma parte fundamental para o equilíbrio do setor de meio-campo xeneize, que é o coração desta equipe. Diego González e Jorman Campuzano são ótimos jogadores: são combativos, bons passadores e defendem com qualidade, dando a proteção necessária para que Villa e Salvio possam brilhar.

Contudo, ‘Pulpo’ González voltou de lesão na semana passada e vive uma temporada marcada por contusões, enquanto Campuzano não jogou a ida em La Bombonera por motivo de lesão e vai ‘pro sacrífico’ na Vila. A parte física talvez ajude o Peixe a ganhar essa batalha no meio-campo, setor estratégico e crucial para o destino deste duelo.


Fonte: 90min