Esportes

Bancos digitais e empresas online ganham espaço na camisa dos clubes brasileiros

Os acordos e contratos de patrocínios no futebol brasileiro têm passado por mudanças. Enquanto alguns times buscam alternativas com a saída da Caixa, outros já conseguem fechar parcerias com termos e propostas diferentes. Essas mudanças estão abrindo espaço para bancos digitais e outras empresas com serviços voltados para a internet, um mercado que não para de crescer no mundo.

Atualmente, a parceira vista com maior sucesso é entre o Palmeiras e a Crefisa, que estão juntos desde 2015. A empresa de créditos e finanças possui um acordo de quase R$ 410 milhões, e que é válido até 2021. O resultado tem sido positivo, principalmente para o clube paulista, que acumula conquistas e um elenco milionário. No entanto, o acordo é o único no Brasil e é uma exceção dentro dos patrocínios por aqui.

Grande parte dos outros clubes brasileiros tinha como fonte de patrocínio a Caixa Econômica Federal. Porém, desde o início de 2019, o banco estatal anunciou a retirada de todos os investimentos do esporte. A saída de algumas das equipes foi acertar parcerias com os melhores bancos voltados para o mercado digital. O São Paulo, por exemplo, é parceiro do Banco Inter desde 2017.

Além de receber o valor de R$ 16 milhões, o Tricolor ainda tem uma compensação financeira se o torcedor abrir uma conta no banco digital. É uma situação semelhante do acordo entre o Banco BMG e as equipes do Corinthians e do Atlético Mineiro. Os dois times recebem cerca de R$ 15 milhões por ano, mas possuem participação nos lucros de certos produtos. O Cruzeiro também seguiu pelo mesmo caminho, após assinar contrato com o Banco Renner.

Mercado online cresce

Não são apenas os bancos digitais que surgem como possíveis patrocinadores, já que a internet tem diferentes empresas dispostas a investir no futebol brasileiro. Um exemplo são os portais de apostas online, que já marcam presença em clubes europeus. Com uma lei aprovada recentemente, algumas das melhores casas de apostas estão ganhando espaço no país e já projetam investimentos nos times nacionais.

Outro exemplo é com o Uber, que desde 2016 tem criado espaço para a marca no futebol brasileiro. Na temporada passada, Grêmio e Flamengo fecharam acordos para que códigos promocionais gerassem descontos aos torcedores que usassem o aplicativo para se locomover nas partidas. Além disso, os times ainda ficariam com uma parte do lucro, dependendo do sucesso da campanha. Outras empresas de transporte, como a Cabify e a 99taxi também já realizaram acordos parecidos.

São patrocínios que fogem do senso comum, ou seja, não vão apenas pagar para aparecer no uniforme. Com a saída da Caixa, os clubes brasileiros vão precisar se adaptar, e se reinventar, em busca de novos acordos. Os patrocínios que já estamos vendo, como no caso de Palmeiras, Atlético Mineiro e São Paulo, são exemplos que devem ser seguidos por outras equipes, algo que já parece estar acontecendo. Apenas com mais tempo, e com novas parcerias sendo fechadas, vamos ter uma noção melhor do futuro financeiro dos principais times no Brasil.


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