Campeonato Brasileiro

Claro que Taison é uma boa, mas Inter não pode basear todo o seu planejamento de futebol em cima de um “sonho”

O Internacional quer Taison, e Taison quer o Internacional. Agora, isso não significa que o clube deve concentrar todos os seus esforços para trazer esse jogador.

Seja agora ou no meio de 2021, quando ficará sem contrato com o Shakhtar Donetsk, o atacante que foi uma das peças fundamentais no time campeão da América de 2010 chega ao Beira-Rio e eleva o patamar da equipe. Prestes a completar 33 anos, se não tem a velocidade de antes, compensa com experiência, técnica e sabedoria de quem, há muito tempo, está em meio às grandes competições da Europa.

Claro que Taison é uma boa, mas Inter não pode basear todo o seu planejamento de futebol em cima de um
JEFFERSON BERNARDES/Getty Images

No entanto, traçar todo um planejamento em cima de um nome que ainda não se sabe se desembarcará em Porto Alegre é um erro – e não estou dizendo que o clube está fazendo isso. No momento, o Inter tem que tratar Taison como um desejo, um sonho que pode se concretizar ou não. Se der certo, ótimo. Todos ganham. Se não der, não é isso que tem que fazer o novo departamento de futebol vermelho se desesperar ou perder o rumo.

O Colorado é um clube em reconstrução, que não pode trocar os pés pelas mãos somente para ter um jogador acima da média. Existem, sim, outras prioridades, até mesmo no que se refere à montagem de um elenco ainda mais forte. Quem conta com Thiago Galhardo, Yuri Alberto e Paolo Guerrero pode, sim, negociar a chegada de um novo atacante com a mais absoluta cautela. Afinal, não se deve jogar dinheiro fora somente para mostrar um poder que talvez, neste momento, ainda não se tenha.

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Fonte: 90min