Campeonato Brasileiro

Hora da base: vitória com brilho da garotada ensina lição ao Atlético-MG

Hora da base: vitória com brilho da garotada ensina lição ao Atlético-MG - 1

Sem saber o que era vitória há três rodadas, o ​Atlético-MG foi ao Mineirão precisando dos três pontos diante do Goiás, rival de campanha sólida e que prometia dificultar bastante a vida do Alvinegro. A estratégia adotada por Vagner Mancini para o duelo foi de preencher sua equipe de veteranos, muito em função da importância do jogo e do momento de instabilidade vivido pelo clube mineiro, que já se aproximava perigosamente da ‘zona da confusão’. No fim das contas, o Galo saiu do Gigante da Pampulha com triunfo crucial por 2 a 0, mas com um enredo bem diferente do imaginado pelo treinador atleticano.

 

​​Recheado de jogadores experientes, o Galo dominou as ações nos 45 minutos iniciais e criou inúmeras chances claras de gol. Otero, Luan, Cazares, Patric… todos tiveram oportunidade de balançar as redes, mas não conseguiram superar Tadeu, um dos excelentes goleiros deste Brasileirão. Ir aos vestiários com um empate sem gols foi amargo para o time da casa, que voltou para o segundo tempo com uma novidade: o garoto Marquinhos, substituindo o lesionado Elias. Foi aí que tudo mudou.

Marquinhos precisou de apenas nove minutos em campo para tirar o insistente 0 a 0 do placar e anotar seu primeiro gol como jogador profissional. O camisa 50, ao notar a bola beijando a rede em sua bela finalização de fora da área, foi imediatamente às lágrimas. O Mineirão explodiu e reverenciou o menino de 20 anos recém-completados. E não parou por aí. Outra joia vinda das categorias de base, este com um pouco mais de experimentação no time principal alvinegro, foi responsável por fechar o marcador: Bruninho.

 

 

Mancini apostou na experiência, mas quem brilhou foi a juventude. Pedindo passagem, a molecada ensinou uma lição para quem é responsável pelo futebol alvinegro: é hora deles. É hora de rejuvenescer, oxigenar o envelhecido elenco alvinegro e olhar para dentro. Mais perto do que se imagina, há um Cleiton pronto para assumir o posto de São Victor, há um Bruno pronto para entregar os gols que o ataque atleticano, tão criticado em 2019, precisa. 

Fonte: 90min


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