Copa América

Copa América ignora realidade do país e afasta torcedores do estádio

Copa América ignora realidade do país e afasta torcedores do estádio - 1

​Copa América chegou e não engrenou. A falta de sensibilidade e conhecimento do Comitê Organizador Local (COL) em relação à realidade social e econômica do Brasil guiam a competição ao descaso dos torcedores, principalmente dos brasileiros.

Estádio vazios e cofres cheios representam o fracasso solitário que é a 46ª edição do torneio sul-americano de seleções. Vale ressaltar que a Copa América é um torneio da Conmebol, entretanto a operação da competição é de responsabilidade do COL, empresa formada no Brasil para execução do evento.

A entidade insiste no discurso de que deseja mostrar “os melhores jogadores do mundo aos torcedores”, como recentemente declarou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez. Contudo, a prática é bem diferente do que é expresso. Os ingressos são extremamente caros e boa parte das partidas não têm ‘graça’, emoção e de baixa qualidade técnica e tática.

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​​O tíquete médio para Brasil e Bolívia, na abertura do torneio, era de absurdos R$485,01. Com renda de mais de R$22 milhões e 46 mil pagantes: a bilheteria da partida se tornou a maior já divulgada na história do país. A quantia arrecada em jogos das Olimpíadas e da Copa do Mundo não são publicadas.

Alguns podem querer justificar o preço médio da entrada com o argumento de ser um jogo da seleção brasileira e início da competição em que o país é a sede. Mas o que falar de R$124,27 para Paraguai e Catar ou ainda de R$ 216,08 para Venezuela e Peru? Com todo respeito, mas não há atrativos que levem o torcedor ao estádio. Nenhum craque mundial ou fase decisiva. A realidade do país não permite que o cidadão vá assistir uma partida de futebol apenas pela vontade de presenciar o esporte.

O número de pagantes e presentes preocupa os boleiros que desejam ver o sucesso da Copa América. Afinal, o torneio é um “grande estadual”: cheio de clássicos e muita rivalidade. Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia e todas as outras seleções do continente fazem parte da história do futebol sul-americano e expandem a competição para os times e outros esportes.

O fracasso vai continuar enquanto os responsáveis não enxergarem o atual contexto da economia do Brasil e real dimensão do que entendem como “melhores jogadores do mundo”. Nem toda seleção tem um Messi, um Suarez ou um Coutinho. Caso não sejam flexíveis: os estádios vão continuar vazios e cheios de eco.

Fonte: 90min


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