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Mancini restaurou o respeito e o grande futebol da Seleção Italiana

Mancini restaurou o respeito e o grande futebol da Seleção Italiana - 1

​É importante lembrar o fiasco do futebol italiano quando a Seleção Italiana não se classificou para a Copa do Mundo na Rússia em 2018, pela primeira vez em 60 anos. Porém, a federação do país da Velha Bota, se esforça para recuperar a estima. Com isso, anunciou Roberto Mancini como novo chefe e que em 2019 já colhe frutos para a Eurocopa 2020.

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O técnico da Itália, Roberto Mancini, afirmou em uma entrevista que quando se trata de jogadores atualmente em sua lista, o que você vê é o quem estará em seus planos, no ano que vem.

“O grupo está mais ou menos decidido, talvez dois ou três jogadores entrem ou saiam. Então, se alguém estiver subitamente indisponível, veremos o que acontece, mas os jogadores que irão para os Euros estão todos aqui.” disse Mancini em entrevista coletiva na semana passada.

​​A Itália conquistou oficialmente uma vaga na Euro 2020 no sábado passado (19), depois de uma vitória por 2 a 0 contra a Grécia em Roma, um marco importante que carimba a simbologia que Mancini reconstruiu essa equipe para apagar o fiasco.

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O chefe italiano viu a falha na qualificação para a Copa do Mundo de 2018 como um sintoma maior que aflige o futebol italiano em sua totalidade, principalmente pelo fato de jogadores estrangeiros inundarem a Série A e com isso, haver italianos chances reduzidas para mostrar seu serviço.

Um exemplo? Francesco Acerbi, de 31 anos, zagueiro do Lácio, que luta para ser titular. Mas a recuperação italiana é maciça nos últimos dois anos. No futebol, não é a defesa que vence os jogos ou o ataque, tudo se define no de meio-campo. Para se ter ideia, a​nalisei o motivo do Liverpool não ter produzido um belo futebol diante o Manchester United e os meio-campistas foram fundamentais para isso.

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Voltando ao assunto principal, foi por este motivo que Mancini teve o maior impacto tático. O renascimento do meio-campo de Mancini ocorreu em torno do trio de Jorginho, Marco Verratti e Nicolo Barella, sob o sistema tático de 4-3-3.

Deve ser uma surpresa que esse trio não seja de nenhum dos principais clubes da Itália. Verratti joga pelo Paris Saint-Germain na França, enquanto Jorginho, depois de anos no Napoli, agora está no Chelsea. Barella jogou na Itália e até recentemente pelo Cagliari, emprestado pela Inter de Milão. Todos os três jogadores precisam manter suas belas atuações para a Itália ser grande na Euro.

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O forte meio-campo fez toda a diferença contra a Grécia. Verratti foi o melhor jogador do time, enquanto o gol de Jorginho, o primeiro da Itália na partida, em cobrança de pênalti, abriu caminho para mais uma vitória. Até Barella, que teve um início lento no jogo, aumentou sua intensidade à medida que a partida avançava.

O meio-campo forte compensou a falta de grandes atacantes. É verdade que na Itália Lorenzo Insigne, Ciro Immobile e Andrea Belotti foram muito inconsistentes. Jogadores presentes na infeliz era de Gianpiero Ventura, algo que só foi consertado pelo meio-campo criativo e ofensivo.

A Itália conquistou uma vaga nas finais, faltando três rodadas. Isso permitirá que o técnico teste mais antes, do Campeonato Europeu que começa em 12 de junho e dura quatro semanas. A final está marcada para 12 de julho no Estádio de Wembley, em Londres.

A qualificação é uma coisa, as finais serão outra. Adversários como a Finlândia e a Armênia são inimigos fáceis. A menos que Mancini possa encontrar o atacante dos sonhos. Esta equipe italiana é forte defensivamente e no meio de campo, mas limitada ofensivamente. A defesa como citada é forte, uma qualidade tradicional da escola italiana do futebol, mas o meio-campo é o impulso e moto do time.

Fonte: 90min


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