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Retrospectiva do São Paulo – Erros e acertos de 2019

Retrospectiva do São Paulo - Erros e acertos de 2019 - 1

​Dezembro, fim de temporada. Mês de especulações, reformulações e, principalmente, reflexão. É hora dos dirigentes avaliarem erros, acertos e começarem a planejar 2020. E para saber o que funcionou e o que deixou a desejar, nada melhor do que uma retrospectiva do ano, não é mesmo? Então, confira a seguir um resumo do que aconteceu no 2019 do São Paulo:


Contratações

 

Hernanes

 

 

Querendo mudar de patamar em relação a 2018, o Tricolor Paulista adotou uma postura bem agressiva no mercado de transferências do início da temporada. O goleiro Tiago Volpi foi trazido para resolver os problemas crônicos do setor, enquanto o ídolo Hernanes, em negociação que se estendeu por semanas, foi repatriado pelo clube do Morumbi. Na mira de diversos clubes brasileiros, o atacante Pablo fechou com o Soberano por cifras pesadas. Posteriormente, ao final do Paulistão, chegaram Tchê Tchê, Vitor Bueno e celebrado Alexandre Pato.


Expectativas criadas

 

Pablo

 

 

Mantendo a base do time que terminou o Brasileirão 2018 em quinto e ainda reforçando o grupo com peças de qualidade e renome, o Tricolor Paulista aparecia bem cotado antes da bola rolar na temporada. Foi apontado por muitos como candidato ao principal título nacional e forte competidor nos mata-matas que teria pela frente, incluindo a Libertadores.


Campeonato Paulista

 

FBL-BRAZIL-PAULISTA-CORINTHIANS-SAOPAULO

 

 

Para ter um ano bem sucedido, o Soberano queria começar com o pé direito e fazer as pazes com o troféu que não conquistava desde meados da década passada: o Paulistão. Não teve boa campanha na fase de grupos, mas ainda assim avançou ao mata-mata como líder da chave B. Eliminou o Ituano nas quartas com duas vitórias e passou do rival Palmeiras, na semifinal, com dois empates e triunfo nas penalidades. Quando a torcida tricolor esfregava as mãos e se preparava para voltar a gritar ‘campeão!’, o então bicampeão, ​Corinthians, freou o sonho e venceu a decisão com 2 a 1 no agregado.


Copas

 

Hernanes,Roddy Zambrano

 

 

A derrota na decisão do Paulistão intensificou um clima que já estava pesado no Morumbi por conta da surpreendente e inexplicável eliminação do clube na fase preliminar da ​L​​ibertadores. Sob comando de André Jardine, o São Paulo só precisava vencer o modesto Talleres (ARG) para seguir adiante na competição continental, mas foi batido com certa tranquilidade: 2 a 0 no agregado, sequer indo à fase de grupos do torneio. Na Copa do Brasil, mata-mata que lhe restou após o vexame continental, o Soberano também caiu logo na primeira fase que disputou, sendo batido pelo Bahia nas oitavas de final.


Pausa da Copa América

 

Daniel Alves

 

 

Os maus resultados do primeiro trimestre da temporada conduziram o clube a uma mudança de grandes proporções em seu elenco e sua comissão técnica. Cuca foi contratado em abril e, de forma gradual, foi descartando a utilização de veteranos improdutivos como Nenê, Bruno Peres e Jucilei. Durante a pausa no calendário, a torcida tricolor voltou a se inflar de esperança, já que seu clube protagonizou a transação que imediatamente ganhou o status de negócio do ano​trouxe Daniel Alves, o melhor jogador da Copa América. Além do lateral da Seleção, o clube do Morumbi foi à Espanha e fechou com o experiente Juanfran, ex-Atlético de Madrid.


Brasileirão

 

Bruno Alves

 

 

Com uma folha salarial altíssima e um elenco repleto de estrelas em todos os setores, o foco do São Paulo passou a ser o Brasileirão, que até seu primeiro terço, ainda não tinha um favorito evidente. Acontece que o grande investimento jamais se transformou em alto rendimento e regularidade do time paulista: as dificuldades criativas e baixa produtividade do ataque, exatamente onde se concentravam as referências do elenco, impediram um flerte do clube com algo maior. Por considerar que seu trabalho já havia chegado no limite da saturação, Cuca pediu demissão e foi substituído por Fernando Diniz, que emplacou um aproveitamento próximo de 50% e manteve o São Paulo no grupo dos classificados à Libertadores 2020.


Saldo final

 

Fernando Diniz

 

 

O orçamento milionário destinado ao futebol tricolor previa uma compensação muito maior que um sexto lugar no Brasileirão. As quedas precoces na Libertadores e na Copa do Brasil, por sinal, geraram um déficit considerável nas contas do clube paulista. Mais uma vez, o Soberano ficou devendo em futebol performado e em resultado, algo que tem sido rotineiro nos últimos anos. Apostar nos garotos d, reformular departamentos e promover mudanças nos bastidores políticos do clube tem que ser o caminho para 2020.

Fonte: 90min