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Sem acordo, jogadores pedem apoio à CBF em negociação por redução salarial

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Impasse! Em meio à pandemia de coronavírus, clubes e jogadores têm discutido proposta de redução salarial. As agremiações propõem férias coletivas imediatas e corte de 25% nos vencimentos caso a situação não se normalize até maio, mas os atletas não aceitarão e devem pedir a ‘colaboração’ da CBF nas negociações.

 

Conforme informações do ​GloboEsporte.com, jogadores que atuam no Brasil, representados em parte pelo Sindicato dos Atletas do Rio de Janeiro, rejeitarão o acordo e esperam que a Confederação Brasileira de Futebol participe das tratativas como avalista das dívidas das equipes – também há movimentos em ​São Paulo.

 

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Contudo, a CBF não pretende aceitar a solicitação e assim a tendência é de que os envolvidos busquem soluções ímpares (clube a clube) a partir desta quinta-feira (26). Por sua vez, as agremiações têm se mantido unidas e devem tomar decisões em conjunto, ou seja, se uma equipe der férias a partir de sexta, as outras devem fazer o mesmo. O trato vale também para eventual redução salarial.

O futebol brasileiro busca formas de se manter de pé, com clubes e atletas buscando uma forma de “ninguém sair perdendo”, e pode ter na Europa um exemplo de como agir em no cenário atual. Na Alemanha, por exemplo, os grandes times têm seguido a ideia dos jogadores do Borussia Monchengladbach e reduzido 20% dos salários dos atletas – o Borussia Dortmund e o Bayern de Munique adotaram a proposta.

 

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O panorama é complicada e depende muito do quadro do país. A Itália, por exemplo, discute fortemente anular a temporada 2019/2020. O mesmo pode acontecer na Inglaterra. Já na Espanha, o Barcelona tem se reunido com atletas e buscado reduzir os salários em mais de 30% de todas os atletas do clube, mas as partes ainda não entraram em um acordo.

Sem acordo, os atletas e clubes do Brasil seguem sem em negociação e dificilmente o caso não vai parar na Justiça. Ambos têm buscado informações jurídicas e formas para se defender em uma eventual briga judicial.

Fonte: 90min