A popularização da inteligência artificial alimentou a visão sedutora de que a capacidade computacional substituiria o talento humano, mas a maciça adoção dessa tecnologia demonstra que o acesso a algoritmos deixou de ser um diferencial competitivo isolado. Embora a IA reduza drasticamente o custo de pesquisar e testar hipóteses, ela entrega respostas sem assumir a responsabilidade por suas consequências, trazendo ainda o risco de padronizar análises e reduzir a diversidade de perspectivas intelectuais. Nesse cenário, o verdadeiro ganho surge com a computação cognitiva, uma arquitetura que combina modelos, contexto e regras de verificação para apoiar a tomada de decisão. Para Daniela Colin, o diferencial competitivo não virá da tentativa de criar gênios artificiais, mas da capacidade de organizar uma inteligência coletiva que preserve a discordância e fortaleça a supervisão crítica sobre as sugestões automáticas. A tecnologia, portanto, pode até multiplicar o alcance das ideias, mas a formulação de critérios, o reconhecimento de exceções e a responsabilidade final pelas escolhas continuam sendo atribuições estritamente humanas.
Leia o artigo de Daniela Colin no Tecmundo: A IA não cria gênios, mas sim distribui inteligência coletiva | Software

