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Cargas da Foxconn na Índia são liberadas em meio a tensões do país com a China

Cargas da Foxconn na Índia são liberadas em meio a tensões do país com a China - 1

A fabricante taiwanesa Foxconn declarou às autoridades do país que os problemas com a liberação de cargas da empresa na Índia foram superados. Os contêineres tinham componentes com origem na China, país com quem a Índia vive um momento de tensão. De acordo com a imprensa indiana, os componentes seriam utilizados para a produção de aparelhos da Apple e Xiaomi no país.

A Foxconn é uma das maiores fabricantes terceirizadas do mundo e mais de 150 contêineres destinados àa ela ficaram retidos no porto da cidade de Chennai, afetando a produção de suas fábricas. O problema teria acontecido devido a exigências adicionais feitas por autoridades alfandegárias, apesar de não haver conhecimento de nenhuma ordem governamental neste sentido.

No documento enviado pela Foxconn à bolsa de valores de Taipei, a empresa declarou que todos os trâmites regulatórios locais foram realizados, sem entrar em maiores detalhes.


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Fontes ligadas ao ministério das finanças indiano disseram que os agentes alfandegários estavam dando prioridade a envios de empresas não chinesas. O gargalo nos portos indianos teria afetado ainda o fornecimento de componentes das norte-americanas Dell, Cisco e Ford.

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Taiwanesa Foxconn fabrica iPhones no interior de SP (imagem: BGR)

Tensões nucleares

A confusão burocracia aconteceu em meio a uma escalada de tensão entre Índia e China. Tropas dos dois países foram mobilizadas para a região de fronteira localizada no Himalaia após brigas entre soldados das duas partes em maio. A animosidade tem sido observada com atenção já que os dois países possuem bombas atômicas em seus arsenais.

Desde então o sentimento anti-China tem crescido na Índia, que já teve até um aplicativo para apagar apps chineses removido da Play Store um mês atrás. Na semana passada, o próprio governo indiano determinou o bloqueio de 59 aplicativos chineses do país, alegando que eles seriam “prejudiciais à soberania e integridade da Índia, à defesa do país, segurança de estado e ordem pública”.

 

Fonte: Canaltech