O entusiasmo global com a inteligência artificial revela uma diferença importante entre percepção e capacidade real de capturar valor. Estudo da Anthropic mostra que o otimismo é maior em regiões da África, Ásia e América Latina, onde a IA surge como atalho para produtividade, renda e inclusão, enquanto América do Norte e Europa demonstram mais cautela por já compreenderem o peso estrutural dessa transformação. O ponto central não está em quem acredita mais na tecnologia, mas em quem possui infraestrutura, capital, regulação e capacidade técnica para transformar uso em desenvolvimento econômico duradouro. Sem estratégia e base estrutural, a IA pode gerar acesso rápido, porém dependência sofisticada, ampliando desigualdades em vez de reduzi-las.
Leia o artigo de Norberto Maraschin Filho no Olhar Digital: https://olhardigital.com.br/2026/05/09/colunistas/o-mapa-mundial-do-otimismo-com-a-ia/

