Mundo Tech

Animais, encomendas e passeios ao ar livre: três boas notícias sobre a COVID-19

Animais, encomendas e passeios ao ar livre: três boas notícias sobre a COVID-19 - 1

Não é segredo que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) está sendo investigado, literalmente, 24h por dia, na maioria dos países do mundo. Afinal, a COVID-19 já é considerada uma das mais graves pandemias a atingir a humanidade nos últimos anos. Nesse estado, pesquisadores, cientistas e médicos testam medicamentos, vacinas e procuram compreender melhor esse vírus, que já infectou mais 5,9 milhões de pessoas, segundo a plataforma Worldometers. Graças a todo esse empenho, temos três boas notícias sobre esse patógeno.

Acompanhando as últimas análises, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos atualiza, rotineiramente, suas recomendações e informações da COVID-19. Recentemente, a agência governamental norte-americana alterou suas diretrizes sobre como o coronavírus se espalha.

Animais, encomendas e passeios ao ar livre: três boas notícias sobre a COVID-19 - 2
Longe de aglomerações, algumas atividades podem ser seguras contra a COVID-19 (Foto: Heo Ran/Reuters)

Compras mais seguras

Dessa maneira, o site do CDC enfatiza que esse vírus se espalha, mais facilmente, através do contato próximo com pessoas infectadas (sintomáticas ou não). Além disso, acrescenta que é muito menos provável que um usuário seja infectado apenas tocando em uma superfície ou objeto que contenha o vírus e, em seguida, toque o rosto.


Canaltech no Youtube: notícias, análise de produtos, dicas, cobertura de eventos e muito mais! Assine nosso canal no YouTube, todo dia tem vídeo novo para você!

Experiências anteriores evidenciaram que, em condições ideais de laboratório, esse coronavírus poderia sobreviver por até 24 horas em superfícies como o papelão e por até três dias em plástico e metal, por exemplo. No entanto, como alertou o Washington Post, o SARS-CoV-2 costuma morrer poucas horas após ser expelido, no mundo real. Em outras palavras, é muito mais perigoso contrair o vírus de uma pessoa infectada, que está no seu espaço pessoal, do que de uma encomenda entregue.

“Pode ser possível que uma pessoa possa adquirir a COVID-19 tocando em uma superfície ou objeto com o vírus e, em seguida, tocando sua própria boca, nariz ou possivelmente seus olhos. Não se acredita que essa seja a principal maneira de o vírus se espalhar, mas ainda estamos aprendendo mais sobre como esse vírus se espalha”, afirma o CDC, de forma cautelar.

Animais, encomendas e passeios ao ar livre: três boas notícias sobre a COVID-19 - 3
Contato com gatos e cachorros, dificilmente, resultarão em infecção pelo cooronavírus (Foto: Reprodução/Wallpaperscraft)

Animais de estimação

Uma grande preocupação das pessoas que convivem com animais de estimação era o risco dos pets se contaminarem e, eventualmente, transmitirem a COVID-19. Segundo o CDC, é improvável que um humano contraia esse vírus através do contato com animais infectados, como cães e gatos domésticos.

Mesmo que as descobertas sobre o coronavírus estejam evoluindo rapidamente, essas novas diretrizes estão alinhadas com o que os epidemiologistas observaram: o coronavírus é propagado, principalmente, através de gotículas em aerossol e, por isso, o maior risco é o contato com indivíduos contaminados. “Atualmente, o risco de COVID-19 se espalhar de animais para pessoas é considerado baixo”, defende o CDC, sem descartar que ele existe.

Passeios ao ar livre

Também começa a se formar um novo consenso sobre os passeios ao ar livre, em espaços abertos e sem aglomerações, que tecnicamente seriam mais seguros. Nesses termos, especialistas em saúde pública acreditam que as chances de se contrair o coronavírus diminuem bastante. Isso não significa que shows ao ar livre e outros grandes eventos públicos que acontecem em parques possam voltar a ocorrer — já que manter o distanciamento entre indivíduos, evitando aglomerações, é de suma importância na contenção da propagação.

Em outras palavras, todos os novos entendimentos do CDC e evidências encontradas pelos cientistas reforçam a importância do distanciamento social. Dessa forma, mesmo que algumas atividades sociais retornem, por determinação de governantes, é essencial se manter a distância de 1,5 metro ou de “cerca de 2 braços de comprimento” de outras pessoas. Também não se deve esquecer o uso de máscara e nem de limpar bem as mãos, de preferência com água e sabão, por no mínimo 20 segundos.

 

Fonte: Canaltech