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Aplicativos podem ensinar bebês?


A oferta de aplicativos voltados para o público com menos de dois anos é considerável. Os da série Laugh & Learn, comercializados pela Fisher-Price, por exemplo, já foram baixados mais de 2,8 milhões de vezes. A promessa é de que os jogos ensinem habilidades, números e palavras para bebês muito pequenos. No entanto, ao contrário do que a publicidade afirma, não há evidências científicas de que esses jogos possam ensinar algo, segundo uma organização não-governamental dos Estados Unidos chamada Campaign for a Commercial-Free Childhood (Campanha para uma Infância Livre de Comércio).

Mais do que isso, segundo Susan Linn, diretora da campanha, a exposição de crianças dessa idade às telas é prejudicial para o desenvolvimento cerebral e deve ser evitada. A orientação, inclusive, consta nas recomendações da Associação Americana de Pediatria. Outro ponto levantado é que a proliferação desta forma de entretenimento reduz o tempo de outras atividades, como brincadeiras ao ar livre ou manuais.

Com esses argumentos, a organização apresentou, no mês passado, uma queixa contra sete aplicativos comercializados pela empresa Fisher-Price e oito pela Open Solutions. De acordo com a instituição, as marcas não deveriam promover propagandas enganosas, já que os programas serviriam apenas para entretenimento.

Ações da Campaign for a Commercial-Free Childhood já fizeram com que a publicidade em torno do “Baby Einstein” recuasse das afirmações sobre seu caráter didático e que a empresa Your Baby Can aceitasse um acordo diante de queixa sobre um vídeo que sugeria que o produto poderia ensinar bebês com idade a partir de nove meses a ler.

Foto: jayneandd/ Creative Commons


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