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Chrome, Safari, Firefox e Edge se juntam para melhorar extensões dos navegadores

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Desenvolvedores do Google Chrome, Apple Safari, Mozilla Firefox e Microsoft Edge se juntaram em prol de uma causa que afeta a todos: aprimorar os complementos de personalização dos navegadores. A ideia é otimizar o funcionamento das extensões para torná-las mais simples de usar e criar uma base de segurança melhor para proteger o usuário contra malware.

Na sexta-feira (4), as equipes revelaram um fórum de discussão e desenvolvimento no World Wide Web Consortium, ou W3C, dedicado ao desenvolvimento de padrões para extensões. O fórum, chamado de WebExtensions Community Group, oferecerá aos engenheiros um lugar para construir uma base unificada e mais segura para os complementos.

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O quarteto fantástico dos browsers se reuniram para criar extensões melhores (Imagem: Matheus Bigogno/Canaltech)

O grupo também espera tornar mais fácil para os desenvolvedores produzir as extensões, porque um padrão compartilhado ajudará a superar as diferenças entre os browsers. Entre as metas está a definição de interfaces de programação que sejam compatíveis com as extensões de hoje tanto quanto possível, que não diminuam o desempenho dos sites, não prejudiquem a privacidade e reforcem a segurança para “reduzir os danos que extensões de navegador comprometidas ou mal-intencionadas podem causar”.


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As extensões são fundamentais para muita gente nos PCs. Isso porque elas costumam fazer coisas que os navegadores não fazem de modo padrão, como bloquear anúncios, integração com gerenciadores de senhas, restrição de rastreamento e tradução automática de páginas ou termos e muitas outras funções.

Integração é a chave

A compatibilidade é o item prioritário da lista de melhorias. O Chrome é o navegador mais usado no mundo, e vários outros usam o Chromium como base, o que já facilita a integração entre extensões. Porém, os outros dois grandes (Safari e Firefox) são construídos em plataformas próprias, e isso exige, em muitos casos, reconstruir quase do zero o complemento. Essa é a principal razão pela qual outros browsers menores contam com menos opções do que o Chrome.

A padronização deve alinhar os navegadores para reduzir as dificuldades dos desenvolvedores. Ainda haverá diferenças, mas o grupo da comunidade planeja garantir um núcleo comum, algo como um ponto de partida compartilhado.

O navegador Chrome e o Edge modernizaram as extensões adotando algumas das mesmas tecnologias usadas para exibir páginas da web, como JavaScript e Cascading Style Sheets. O Firefox e, mais recentemente, o Safari seguiram o exemplo para tornar tudo mais facilitado.

Apple também quer mais suporte a extensões

Esta novidade surpreende por ter envolvimento da Apple, já que a companhia não é muito fã de abrir seus softwares a terceiros. Na WWDC de 2020, no entanto, a companhia já havia mencionado interesse em adotar uma abordagem de extensão no Safari mais parecida com a do Chrome. Embora ainda haja diferenças significativas entre as plataformas, os criadores de software poderão trabalhar com mais facilidade.

A ideia de padronizar a tecnologia de extensão existe há anos. A Opera, outro fabricante de navegadores, tentou unificar a tecnologia de extensão quando adotou a abordagem do Chrome em 2010, mas foi voto vencido naquela época.

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Cada navegador continuará possuindo sua própria “loja virtual” de extensões (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Uma coisa que não deve mudar é como você obtém suas extensões. Cada fabricante de navegador tem seu próprio site de download de extensões, bem como procedimentos específicos para examiná-las. O grupo de discussão não abordará esse tópico.

O que você acha dessa iniciativa dos principais browsers do mercado? Use o campo de comentários e deixe a sua opinião.

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Fonte: Canaltech