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Cientistas descobrem fluxo de estrelas composto por restos de aglomerado estelar

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Os astrônomos Ting Li e Alexander Ji e equipe descobriram um fluxo de estrelas formado pelo que sobrou de um antigo aglomerado estelar, que se rompeu pela atração gravitacional da Via Láctea. Os detalhes da descoberta foram publicados na revista Nature, e trazem um novo olhar sobre sua formação.

Para o estudo, eles observaram o fluxo estelar na constelação Fênix. Li comenta que os restos do aglomerado do Fluxo Fênix se romperam há bilhões de anos, mas a memória de sua formação ficou no passado do universo. Assim, foi preciso analisar a composição química das estrelas para saberem o que havia guardado nessa memória.

Então, eles verificaram a metalicidade das estrelas para descobrir a frequência de elementos mais pesados nelas. Os resultados chamaram a atenção de Zhen Wan, um dos autores do estudo. “Ficamos surpresos ao descobrir que o Fluxo Fênix é completamente diferente de todos os outros aglomerados globulares da Via Láctea”, diz. Assim, mesmo que o aglomerado tenha sido destruído há um bom tempo, é possível afirmar que ele se formou no início do universo.


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À esquerda, o fluxo de estrelas que se rompeu do aglomerado Fênix. À direita, gigantes vermelhas estudadas pelos pesquisadores (Imagem: James Josephides e S5)

Outros aglomerados globulares têm elementos pesados nascidos de antigas formações de estrelas, então possivelmente era necessária uma quantia mínima de elementos pesados para a formação de um aglomerado globular – o que não aconteceu na formação do Fluxo Fênix, que está abaixo da metalicidade mínima. “Uma possível explicação é que o Fluxo Fênix é o último do seu tipo, ou seja, o resto de um grupo de aglomerados globulares que nasceram em ambientes extremamente diferentes daqueles que vemos hoje”, disse Li.

Uma explicação para isso estaria nas forças gravitacionais da nossa galáxia. Para os pesquisadores, estes aglomerados globulares foram rompidos pelas forças gravitacionais da Via Láctea, e é possível que outros antigos aglomerados sejam descobertos antes que se desfaçam por completo. A descoberta já irá impulsionar futuros estudos: “a próxima pergunta que vamos fazer é se existem mais restos antigos por aí, o que restou de uma população que não existe mais. Encontrar mais fluxos deste tipo vai nos dar um novo olhar sobre o que acontecia no início do universo”, finaliza Li.

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Fonte: Canaltech